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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Lendo 099

"(...) e ele,ele diz ao que vai mas, na verdade, só sabe de onde vem e que procura aquilo que o faz apostar na vida, conhecendo-se como um ser solidário que ri e chora e come e sofre e tem prazer em conjunto, após o que e durante o que continua realmente sozinho mesmo acreditando no ideal de nunca estar sozinho - um ideal, não uma realidade ou sequer a verdade."

Álvaro Guerra, in O Disfarce, Prelo Editora, Lisboa 1969, pág 26

A redução última e inevitável. Nós somos apenas e somente completamente sós. Somos a última e única unidade. Nada do que está fora de mim pode ser o que quer que seja, apenas o Criador pode ser. Tudo o mais são adesões fideístas da nossa circunstância.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Ser amado



Este filme, que pouco me importa se tem outros objectivos, tornou-se viral.
A sua história é simples e básica.
Duas pessoas que supostamente não se conhecem e beijam-se.

O que me fascinou neste filme foi a verificação que o beijo cria. E isso, por mais forjado que o filme tenha sido, é natural pois, e na minha opinião, resulta do elo que o beijo estabelece. E esse elo é o elo do afecto, o elo do amor. Durante o beijo, mesmo que encenado, sentiram-se amados.

Esta verificação tão comovente confirma a minha ideia que Deus é Amor. E que, por tal, existe para lá de qualquer racionalismo que se esforce para refutar esta evidência.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Engrançado e triste

Vejo uma jovem bonita, engraçada fresca e pergunto-me: Que pode desejar esta mulher?

A resposta é naturalmente encontrar um parceiro ( que em tempos seria um marido) e passar pela experiência de ter um filho ( aqui seria construir uma família). Nos seus olhos e expressão há uma ambição de futuro. O seu corpo é expressão dessa intenção. Futurizar-se... Tenho alguma dificuldade em utilizar a expressão de ser para um outro, pois que cada vez mais encontro uma relutância na dimensão de entrega nas mulheres. Um filho é um desejo cuja intensidade está a perder a sua essência, e começa a ser, cada vez mais um coisa que se quer fazer, assim como uma viagem ou outro objecto qualquer...

É, indubitavelmente a desumanização da procriação.