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terça-feira, 3 de junho de 2014

E mais bizarrias?



Saltei da cama, calcei as pantufas e não as tirei...

Dos visitantes


Bem sabemos que na Feira da Ladra tudo se compra e vende, mas não exageremos, nunca esperei encontrar a Maria Matos na busca do seu Simplício, sobretudo depois de mais de 60 anos se terem passado. Uma verdadeira surpresa.

Nota: Depois de ter sido fotografada esta Maria Matos, num pudor próprio de década de quarenta levanta a sua bolsa ( rígida, naturalmente) e coloca em frente à sua cara e vira-se de costas. Percebi nesse momento que admitiu que fosse um agente a mando de Simplício, na demanda das suas fugas vertiginosas às compras.

Dos visitantes

O que mais admiro no ser humano, e que verdadeiramente me surpreende é o seu modo de estar no mundo. Todas as frases feitas podem ser ditas e abusadas, mas não é isso que me estimula.


O que me estimula é a capacidade e a tranquilidade de sair à rua em roupa interior.

Aguardo serenamente o dia em que o calor seja suficiente para dispensar toda e qualquer roupa.

De volta aos manequins

Nem sei o que vos diga, mas estes manequins têm alma. 


Sinto-me quase forçado e tentar entabular uma conversação com esta mulher que, de chapéu à banda torce ligeiramente a boca, deixando, por ventura no ar um ar de alguma menor consideração por quem que a faz merecer o lugar de princesa. Ou olhará para a sua rival, a de cima que com um chapéu esconde no seu olhar o remorso da culpa daquele amor que se tornou furiosamente possível e, por isso mesmo, impossível...


Já me perdi por esses amores. Sei o que nos custam. Como nos branqueiam os cabelos. Aprendam as outras artes de amar. As que pedem mesmo.


Mas que diz? Vê o trago a meu peito? Brindes desse amor que se aprende prendendo-o.


Ena pá! Tanta mulheraça!



O bizarro

O livro, esse símbolo universalmente aceite como fonte de cultura, é deixado para trás acabando depois no lixo. 


Quando já não há paciência, vontade ou capacidade de decisão...


E a realidade fica bizarra. No lixo junta-se tudo, vendendo-se também.


Tudo é transacionável. A liga de defesa do que quer que seja não tem lugar neste espaço.


Depois de almoço esta imagem repete-se. Amolecerá o desespero de alguns, será a liberdade do vício, ou o desespero pelo tempo que falta para a noite.


E do belo nasce o feio. O conflito de todas as estéticas.


E, sempre atenta, a autoridade, terror dos audazes, cumpre a sua função higiénica.


E o lugar da feira da ladra

É diferente. Tem história própria, tem razão que a própria razão desconhece.


É lugar de encontro de todas as diferenças.


O que importa é fazer o negócio e chegar ao fim com a banca sem mercadoria.


Tem história. São anos de feira. Para lé da política ou das intenções.


E é um lugar em que é preciso ter sempre uma certa perspectiva.


E as crianças

Após mais um dia mundial da criança, vê-se a compreende-se que a Feira da Ladra não seja o lugar ideal para estas. Como vendedoras não sabem o que fazer e rapidamente se entediam.



Podem ganhar um brinquedo rápido e então a feira passa a ser um sítio onde se brinca.


O difícil, às vezes, é a escolha.


domingo, 1 de junho de 2014

E os vencedores


Um olhar arrasador de sensual.


E o sorriso do enforcado!

Uma linha estética

E os artistas da tela saltam para as melhores montras das casas de moda.



De notar nela o sinal audaz e nele o maravilhoso bigode.



Caras e contextos




Um desafio para cada um

E mais ainda

O manequim do corpo humano. Aqui, coitado, enforcado como a melhor forma de o expor.


Ainda serve para o sempre maravilhoso corpo feminino.


E mesmo com cara de homem e braço de criança, temos as maravilhosas formas da criação divina.


E porque servem para um efeito, mesmo em manequim é mulher. E ser mulher é, também ser mãe, pelo que também ganha um filho que, cansado, se pendura no manequim a pedir a esmola de se ir embora brincar para onde haja espaço sem cuidados mil.


Mas tenho preferências

Para as bonecas que dão cor e que, de certo modo, se substituem aos vendedores.


São os vigilantes


Ou o apelo à ternura


Mesmo na brincadeira



Ou sucumbindo ao cansaço e sem forças para aguentar as investidas do vento




E o que se vende?


Dúvidas imensas. O que está mesmo à venda?


Que se faça luz!


Cadeiras com almofadas.


Cabide e tudo!