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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Lendo 034

"Eu nasci sebastianista, eu vivi sebastianista, eu morrerei sebastianista, e hei-de renascer sebastianista." Mendo Castro Henriques, in Vencer ou Morrer, pag. 236

O sebastianismo cedo marcou o ambiente onde nasci e fui criado. Tanto assim é que tenho um irmão com esse nome. Ora vamos a teses.

Ser sebastianista é, de certo modo, futurizar o presente. Em poucas palavras o sebastianismo é a crença no quinto império, o do Espírito Santo, onde, tal como diz O poeta, Portugal se cumprirá. E é nesse sentido que D. Sebastião, o Rei que personalizou a quebra, a falha e a ruptura, se torna no Desejado que retornará numa manhã de nevoeiro, ambiente de profunda espiritualidade.
Há longa e basta tradição e registos deste sentir e desta emoção que se confude no sentido mais profundo da Saudade como desejo de um mundo a realizar-se.

Para mim encontro todo este tema numa dinâmica de retorno. Temos em nós a ideia inata do Paraíso, que é Deus na sua plenitude. Lá tudo se completa, tudo é, e nada falta, nem sequer a palavra falta tem sentido. É um momento eterno de tudo. Com o nascimento, com a entrada neste mundo, alguns ficam prenhes a vida inteira desse paraíso perdido e ficam-no cheio de saudade que é a memória desse tempo inicial que se projecta no futuro, onde se volta novamente ao início.  

domingo, 19 de maio de 2013

De fora para dentro

"O Espírito Santo está a soprar." - Monsenhor Victor Feytor Pinto

Aprecio de sobremaneira esta noção de sopro da divindade, como seu modo de interferir na vida dos homens. Quer se queira, ou não, só podemos entender a divindade como algo que não se vê, não se toca, não se cheira, apenas se sente o seu sopro. O seu ar inspirador.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Inicio

"Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer?" - Clarice Lispector

Onde fica, então, o ponto zero? O momento em que tudo nasce, de onde tudo brota?
Há quem defenda a teoria da criação, e há quem defenda a do big-bang. Diferença entre elas é, entre outras conclusões mais longínquas, é a quem, e como, atribuir o momento zero.

Quem defenda a teoria do big bang deduz que terá havido um momento misterioso donde tudo começa a acontecer. Fica, no entanto, implícita a questão da ordem, da organização, da evolução que o big bang produziu. Ou seja, terá sido o dito big bang um acto puro sem consequências, ou continha já em si todo o devir donde se produziram todas as coisas? O big bang ( o grande estrondo, a grande explosão) que coisa é afinal?

As coisas que acontecem antes de acontecer, essas coisas anteriores não são outra coisa que o toque de Deus no tempo humano, a epifania. Há quem o veja como grande estrondo, enorme explosão e há quem lhe chame Deus.