Havia a possibilidade de, com tudo numa mão, se poder fazer um amplo fecho a um passado conturbado e fazer um recomeço. Dar azo a uma nova era. Um tempo novo.
Nem sempre, na nossa vida, existe a possibilidade de, de certo modo, enterrar um passado, e recomeçar. Dar espaço a uma nova etapa. Ciclos que se fecham e abrem possibilidades de novos caminhos. Mas para isso é necessários duas coisas distintas:
Lucidez. Conseguir ler reflexivamente o passado. Integrar as várias dinâmicas. E perceber, que nunca e em circunstância alguma, existe apenas uma razão. Sempre que se encontre um conflito, é porque há, pelo menos, duas olhares sobre um tema. E cada um tem as suas razões, tem as suas motivações, tem os seus medos, tem as suas justificações.
Ambição. Vontade de ser diferente. de fazer diferente. e de fazer bem.
Mas se ficamos presos a um pequeno e miserável orgulho, onde apenas interessa a vã pequena vitória de um argumento, é um mundo inteiro que se perde. Tanto mais que nenhum argumento vence a inteligência e a sensatez. Como dizia Sun Tzu. "A melhor vitória é quando não precisas de lutar" e isto porque, e nas mesmas palavras "por cada vitória sofremos uma derrota".
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
Tudo ao charco
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Sun Tzu
Do orgulho
Podemos sentir dois modos distintos de orgulho. Um naturalmente positivo e que faz bem. É o orgulho que resulta da satisfação de algo. Tenho orgulho em ser português. Tenho orgulho neste desenho que fiz, tenho orgulho dos sucessos dos meus próximos, mulher, filhos, pais, e restante família e amigos. É ter orgulho com felicidade.
Há, depois, o outro orgulho, o da soberba. Um orgulho triste, invejoso, altivo, vazio e que sobrevive apenas enquanto justifica uma dor que nele se camufla.
Curiosamente a ambos damos o nome de orgulho, mas são sentimentos tão diversos.
E o Priberam não me deixa mal
or·gu·lho
Há, depois, o outro orgulho, o da soberba. Um orgulho triste, invejoso, altivo, vazio e que sobrevive apenas enquanto justifica uma dor que nele se camufla.
Curiosamente a ambos damos o nome de orgulho, mas são sentimentos tão diversos.
E o Priberam não me deixa mal
or·gu·lho
substantivo masculino
1. Manifestação do alto apreço ou conceito em que alguém se tem.
2. Soberba ridícula.
3. Brio.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
Quem não crê
Aquele que não crê
Continua a ter a seu lado
A receber o misericórdia
E todo o amor
Daquele em quem não crê
Continua a ter a seu lado
A receber o misericórdia
E todo o amor
Daquele em quem não crê
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poema
Agora em sossego
Enxotei as moscas
Corri com os necrófagos
E sacudi os vermes
Apesar de continuar infectado
Estou mais leve.
Mas cansado
Desesperadamente cansado.
Corri com os necrófagos
E sacudi os vermes
Apesar de continuar infectado
Estou mais leve.
Mas cansado
Desesperadamente cansado.
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poema
terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
Pedro e Inês e o amor eterno
A mais bela história de amor portuguesa é a de Pedro por Inês.
Pedro apaixona-se por Inês quando esta acompanha a sua futura mulher D. Constança, neta e bisneta de Reis de Castela. Diz-se que D. Pedro era gago e por isso pouco dado a grandes conversas o que perturbou a sua relação com D. Constança. Por seu turno D. Inês, filha de uma fidalguia galega era mais atenta e menos impaciente o que fez gerar o amor em Pedro.
D. Constança ainda tenta quebrar esse laço fazendo-a madrinha de seu filho D.Luiz, e, desse modo, com este novo elo familiar e de responsabilidade abrisse qualquer possibilidade na relação dos amantes futuros. Mas a história já havia sido escrita e D.Luiz morre 15 dias depois de ter nascido.
E D. Pedro tudo faz pelo seu amor. Sai da corte.
Instalado, pois, entre a Atougia da Baleia e a Lourinhã, fez aí o seu Paço para acolher o seu reino. Conta com o apoio do mosteiro de Alcobaça e dos seus monges cujas relações com D. Afonso IV não eram as melhores.
A trágica morte de Inês, executada a mando do pai de D. Pedro, eleva este amor ao lugar de poucos na história. Apenas ao nível de Tristão e Isolda, Cleópatra e Marco António e de Romeu e Julieta.
De tal modo que ao desenhar os túmulos, Pedro pede para serem colocados um em frente ao outro, para que, quando se levantarem, voltarem a ser Pedro e Inês.
Se Inês não tivesse morrido deste modo haveria esta história?
E se Inês tivesse as manias de algumas mulheres de hoje, haveria este amor?
Pedro apaixona-se por Inês quando esta acompanha a sua futura mulher D. Constança, neta e bisneta de Reis de Castela. Diz-se que D. Pedro era gago e por isso pouco dado a grandes conversas o que perturbou a sua relação com D. Constança. Por seu turno D. Inês, filha de uma fidalguia galega era mais atenta e menos impaciente o que fez gerar o amor em Pedro.
D. Constança ainda tenta quebrar esse laço fazendo-a madrinha de seu filho D.Luiz, e, desse modo, com este novo elo familiar e de responsabilidade abrisse qualquer possibilidade na relação dos amantes futuros. Mas a história já havia sido escrita e D.Luiz morre 15 dias depois de ter nascido.
E D. Pedro tudo faz pelo seu amor. Sai da corte.
Instalado, pois, entre a Atougia da Baleia e a Lourinhã, fez aí o seu Paço para acolher o seu reino. Conta com o apoio do mosteiro de Alcobaça e dos seus monges cujas relações com D. Afonso IV não eram as melhores.
A trágica morte de Inês, executada a mando do pai de D. Pedro, eleva este amor ao lugar de poucos na história. Apenas ao nível de Tristão e Isolda, Cleópatra e Marco António e de Romeu e Julieta.
De tal modo que ao desenhar os túmulos, Pedro pede para serem colocados um em frente ao outro, para que, quando se levantarem, voltarem a ser Pedro e Inês.
Se Inês não tivesse morrido deste modo haveria esta história?
E se Inês tivesse as manias de algumas mulheres de hoje, haveria este amor?
Os amores perfeitos
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meditação parva
Maquete
Outra vista do Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel.
Fico com a impressão que neste caso a madeira retira a beleza da realidade. Mas uma maquete é uma reprodução e, por tal, não pode ser a realidade. Os veios e a cor da madeira podem deixar uma cor de areia, sendo que o Cabo Espichel tem, além do nevoeiro, a cor do saibro e das ervas que insistem em sobreviver no ar marítimo e debaixo dos ventos fortes.
Maquetes
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maquetes
Exposição e maquetes
Tenho um gosto muito particular em maquetas. A Exposição “Físicas do Património Português. Arquitetura e Memória” no Museu de Arte Popular deixa-nos apreciar os projectos de grandes intervenções no património nacional e tem algumas maquetas a ilustrar.
A presente foto é da maquete da recuperação do promontório de Sagres.
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fotografia
domingo, 10 de fevereiro de 2019
Praia do Areal
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pintura
Pintura experimental
Valorizar a forma e a cor tendo em conta algo com algum enquadramento estático. Apreciei o resultado.
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pintura
Pintura de teste
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pintura
Pintura desafio
O objectivo desta pintura foi conseguir fazer, sem olhar a detalhes, em 5 minutos, e com as cores que tinha na paleta algo identificável com facilidade. Nem o azul, nem o verde estavam na paleta, mas para melhorar o efeito estático fui buscar um pouco de cada.
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pintura
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
Seguir em frente
Tens o que queres
O caminho é teu.
Não uma via rápida,
Mas um caminho
Natural e normalmente
Difícil.
Será a tua estrada
E, esperemos,
A tranquilidade almejada.
O caminho é teu.
Não uma via rápida,
Mas um caminho
Natural e normalmente
Difícil.
Será a tua estrada
E, esperemos,
A tranquilidade almejada.
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poema
Duro e mais duro
Encerraram-me em mim
Cheio de pequenos dotes
Mas nenhuma arte.
Múltiplas impressões
E nenhuma configuração.
Como se tudo fosse
Uma soma de momentos
Sem linha condutora.
E de tantas excelências
Havia uma que faltava,
A vulgaridade...
Ser apenas um ser
Que acorda, vive
E volta a serenar.
E não há volta a dar
O cárcere é assim mesmo
Um ninho de maus hábitos
Donde não se sai.
Já nada se domestica
Apenas a insatisfação.
Cheio de pequenos dotes
Mas nenhuma arte.
Múltiplas impressões
E nenhuma configuração.
Como se tudo fosse
Uma soma de momentos
Sem linha condutora.
E de tantas excelências
Havia uma que faltava,
A vulgaridade...
Ser apenas um ser
Que acorda, vive
E volta a serenar.
E não há volta a dar
O cárcere é assim mesmo
Um ninho de maus hábitos
Donde não se sai.
Já nada se domestica
Apenas a insatisfação.
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poema negro
sábado, 2 de fevereiro de 2019
Dizia o meu filho
Para quê é que te chateias se ninguém vai mudar a sua opinião, a sua posição e o seu egoísmo?...
E é tão verdade. Ninguém está verdadeiramente disposto a se questionar.
E é tão verdade. Ninguém está verdadeiramente disposto a se questionar.
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