Todos os anos, nestes momentos que antecedem o passar da meia noite me questiono do entusiasmo militante que é colocado nesta passagem.
Primeiro não custa nada. Não há dor, não há sofrimento, não tem impacto na carteira. Depois é como agarrar numa raspadinha e esperar que seja a seleccionada. Estamos à espera que qualquer coisa semelhante à sorte de desembrulhe à nossa frente seja em que formato for. Pode, até, haver umas promessas, umas intenções e votos sérios de mudança.
E é, afinal, apenas mais um minuto, um segundo. Tudo igual aos anteriores. E depois, os dias também vão acabar por ser como os anteriores, iguais...
Esta festa colectiva é um nadinha exagerada, mas é o que faz as pessoas felizes. Uma taça de espumante, pé direito no ar, passas de uva e uns lábios para beijar.
E, empurrado pelo entusiasmo familiar, lá vou para qualquer lado "celebrar" o acto de receber o ano novo. Há um lado lascivo que também se evoca. Todos querem ser os primeiros a entrar na abertura do ano e largar a espuma sobre esse novidade como quem celebra a vida que aí virá...
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
Dias felizes
Hoje estive contigo....
Estive com a tua pele
A de sempre, igual..
Estive com o teu cheiro,
O mesmo, de sempre.
Estive coma tua serenidade
Nova, refrescante.
Com o teu sorriso,
A defesa armada de sempre.
E estive com a tua paz,
Que saudade, caramba!
Com comunicação tranquila,
Sem mais nem manias,
Apenas A para B e de volta a A
Há dias assim...
Não são natal,
Nem antes nem depois,
Apenas dias.
Acasos de sorte
Dias felizes.
Estive com a tua pele
A de sempre, igual..
Estive com o teu cheiro,
O mesmo, de sempre.
Estive coma tua serenidade
Nova, refrescante.
Com o teu sorriso,
A defesa armada de sempre.
E estive com a tua paz,
Que saudade, caramba!
Com comunicação tranquila,
Sem mais nem manias,
Apenas A para B e de volta a A
Há dias assim...
Não são natal,
Nem antes nem depois,
Apenas dias.
Acasos de sorte
Dias felizes.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
Poema de vida experimentada
Tenho um cansaço longo
De uma voz antiga
Que se repete sempre
Sem razão aparente
Ou motivo de facto.
Tenho um cansaço longo
De lições incríveis
Soberbas, é certo.
De circunstâncias extraordinárias,
Intangíveis, contudo.
Tenho um cansaço longo
De jactâncias descontroladas
De certezas imensas
De superlativos repetidos
De gente soberba.
Tenho um cansaço longo
De lições incríveis,
Cheias de saberes magistrais
Sem que, inacreditávelmente
Hajam sido, sequer, provadas.
Tenho um cansaço imenso
De tantas virtualidades
Vazias, opacas e inexistentes.
De tantos Ai! Ui!
Extraordinário....
Tenho saudades, apenas,
De um pequeno bom
De um reconhecido obrigado
De sincero grato
E de um singelo beijo
Tenho saudades de amor.
Apenas
Somente
Um pequeno nada
Que consegue ser tudo...
De uma voz antiga
Que se repete sempre
Sem razão aparente
Ou motivo de facto.
Tenho um cansaço longo
De lições incríveis
Soberbas, é certo.
De circunstâncias extraordinárias,
Intangíveis, contudo.
Tenho um cansaço longo
De jactâncias descontroladas
De certezas imensas
De superlativos repetidos
De gente soberba.
Tenho um cansaço longo
De lições incríveis,
Cheias de saberes magistrais
Sem que, inacreditávelmente
Hajam sido, sequer, provadas.
Tenho um cansaço imenso
De tantas virtualidades
Vazias, opacas e inexistentes.
De tantos Ai! Ui!
Extraordinário....
Tenho saudades, apenas,
De um pequeno bom
De um reconhecido obrigado
De sincero grato
E de um singelo beijo
Tenho saudades de amor.
Apenas
Somente
Um pequeno nada
Que consegue ser tudo...
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Haiku
Tomo a tua mão
Como sinto a brisa de Sul
Inteira e imensa.
Como sinto a brisa de Sul
Inteira e imensa.
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Haiku,
poema Haiku
Esperança
E...
Quando a convicção era certa
Uma porta fechada
Um fim
Um nada
Nenhuma solução...
Sem apelo
( como apelo?
No amor não se apela!)
E, suavemente, aparece...
Uma conversa,
Um tema,
Um pedido de ligação...
E, sim....
É esse o caminho.
Aceita a minha mão
Assim que a estenda...
Há mundo para viver.
Quando a convicção era certa
Uma porta fechada
Um fim
Um nada
Nenhuma solução...
Sem apelo
( como apelo?
No amor não se apela!)
E, suavemente, aparece...
Uma conversa,
Um tema,
Um pedido de ligação...
E, sim....
É esse o caminho.
Aceita a minha mão
Assim que a estenda...
Há mundo para viver.
Poema Haiku
Porque é que insistes
Quando nem a flor
Nem o campo persiste?
Quando nem a flor
Nem o campo persiste?
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domingo, 16 de dezembro de 2018
Desconversas
Despejas palavras onde mora o silêncio.
Caem como mísseis e torpedos
Cheias do cheiro azedo da morte.
Palavras para ocupar tempo.
E fecho os ouvidos
Desolado e vencido
E sou forçado a ouvir.
E oiço,
Não as palavras,
Mas o que eles dizem...
Do seu tempo e da sua fé.
Haverá amanhã?
Caem como mísseis e torpedos
Cheias do cheiro azedo da morte.
Palavras para ocupar tempo.
E fecho os ouvidos
Desolado e vencido
E sou forçado a ouvir.
E oiço,
Não as palavras,
Mas o que eles dizem...
Do seu tempo e da sua fé.
Haverá amanhã?
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Nem um sopro
Não corre um sopro neste vale
Tudo secou
Nem a humidade se sente.
Apenas a vida cristalizada
E sob um céu pálido e vazio
Sem espaço para se abrir
Cai todo nesse vale
Esvaziando-o mais
E assim se esvai, também
O músculo que insiste
Em se comprimir
Ao ritmo compassado
De nada pouco mais vale
Tudo secou
Nem a humidade se sente.
Apenas a vida cristalizada
E sob um céu pálido e vazio
Sem espaço para se abrir
Cai todo nesse vale
Esvaziando-o mais
E assim se esvai, também
O músculo que insiste
Em se comprimir
Ao ritmo compassado
De nada pouco mais vale
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sábado, 15 de dezembro de 2018
Assédio moral e psicológico ou bullying
O dito bullying ou, dito por palavras mais precisas e concretas o assédio moral e psicológico, caracteriza-se por provocar em alguém uma diferenciação negativa sobre os demais. Pode ser ligeiro, quase imperceptível, pode ser simulado em brincadeiras, pode ser ter muitas outras formas que à primeira vista ninguém o tomaria por tal.
Reduz-se, no entanto, à verificação de uma série de comportamentos intencionais com o objectivo claro provocar no seu alvo a informação "não gosto de ti".
E ao fim de algum tempo, por via da força destrutiva que aplicam, não que ganhem, mas conseguem destruir muito.
Reduz-se, no entanto, à verificação de uma série de comportamentos intencionais com o objectivo claro provocar no seu alvo a informação "não gosto de ti".
E ao fim de algum tempo, por via da força destrutiva que aplicam, não que ganhem, mas conseguem destruir muito.
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Jantares de Natal
O espírito natalício é particularmente curioso no jantares de Natal da empresa. O menino Jesus é o ponto mais elevado da hierarquia que representa a instituição que paga o dito jantar. E é a este que todos se preparam, não para recolher o seu ensinamento, palavras e sentido, mas pura e simplesmente agradar.
A refeição que deveria ser de comunhão e reunião apenas se pede que seja farta e devidamente regada.
Para que se não se possa ouvir uns aos outros há música dita ambiente.
No final cumpriu-se mais um ano.
A presença é uma prova de vida e equivale a mostrar que não estas fora nem pretendes estar, ainda que, a rigor, não estejas de todo lá. Por outro lado a ausência é sempre acintosa. Assim, cumpre-se a obrigação de ir. Nada muda. É o dia a dia servido em vários pratos, com inúmeras entradas e bem regado. E não chega para descomprimir nem para desfazer mal entendidos.
O jantar de natal serve, basicamente, para comer e beber às expensas do empregador.
A refeição que deveria ser de comunhão e reunião apenas se pede que seja farta e devidamente regada.
Para que se não se possa ouvir uns aos outros há música dita ambiente.
No final cumpriu-se mais um ano.
A presença é uma prova de vida e equivale a mostrar que não estas fora nem pretendes estar, ainda que, a rigor, não estejas de todo lá. Por outro lado a ausência é sempre acintosa. Assim, cumpre-se a obrigação de ir. Nada muda. É o dia a dia servido em vários pratos, com inúmeras entradas e bem regado. E não chega para descomprimir nem para desfazer mal entendidos.
O jantar de natal serve, basicamente, para comer e beber às expensas do empregador.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
Viver a vida a sério
Um dia na Torre do Tombo. 3 horas que nem as senti.
Sem bola, piadas parvas, risos absurdos e desconversas circunstanciais.
Apenas saber, conhecimento e mundo.
Livros, temas, obras e mais tanto.....
Pausa para almoço e deveres familiares
Voltamos novamente
E mais portas abertas
O imenso prazer de descobrir
De aprender, de saber, de ver....
Ao final do dia um imenso cansaço
Com outra gloriosa satisfação.
Estava de férias!
A trabalhar furiosamente.
Sem bola, piadas parvas, risos absurdos e desconversas circunstanciais.
Apenas saber, conhecimento e mundo.
Livros, temas, obras e mais tanto.....
Pausa para almoço e deveres familiares
Voltamos novamente
E mais portas abertas
O imenso prazer de descobrir
De aprender, de saber, de ver....
Ao final do dia um imenso cansaço
Com outra gloriosa satisfação.
Estava de férias!
A trabalhar furiosamente.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
Tenho um poema para ti
Tenho um poema para ti
Mais que uma mensagem,
Um ideia ou uma palavra,
Ou mesmo um gesto....
Mas nada disso diz
O que a poesia faz,
O seu modo peculiar
De ser tudo e nada mais.
São todas as palavras
Feitas num sentido,
Um sentimento,
Uma vontade ou
Uma mera intenção.
Um mundo todo
Numa explosão imensa
E nós nela, lá dentro.
Mais que uma mensagem,
Um ideia ou uma palavra,
Ou mesmo um gesto....
Mas nada disso diz
O que a poesia faz,
O seu modo peculiar
De ser tudo e nada mais.
São todas as palavras
Feitas num sentido,
Um sentimento,
Uma vontade ou
Uma mera intenção.
Um mundo todo
Numa explosão imensa
E nós nela, lá dentro.
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terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Poema ao amor
Mais que de ti
É a memória que tenho
Que m'acompanha
Sempre e para sempre
E é nela que vives
Assim como eu gosto,
Desejo e contemplo
Agradecendo.
E é com quem me entendo,
Com quem converso
Numa imensa serenidade
E vital fraternidade.
E é assim que consigo
Entender a dualidade
De ser para o outro
Como sendo o outro
Pois tudo passa pelo eu
No que quero e desejo
Como no que sei
Que queres e desejas
Pois tudo passa pelo eu
Que és tu em mim
É a memória que tenho
Que m'acompanha
Sempre e para sempre
E é nela que vives
Assim como eu gosto,
Desejo e contemplo
Agradecendo.
E é com quem me entendo,
Com quem converso
Numa imensa serenidade
E vital fraternidade.
E é assim que consigo
Entender a dualidade
De ser para o outro
Como sendo o outro
Pois tudo passa pelo eu
No que quero e desejo
Como no que sei
Que queres e desejas
Pois tudo passa pelo eu
Que és tu em mim
Mais que de ti
É a memória que amo.
E a minha memória de ti
É sempre o melhor
Todo o sonho
E toda a fantasia.
Mais que a memória de ti
É a memória que amo.
E a minha memória de ti
É sempre o melhor
Todo o sonho
E toda a fantasia.
Mais que a memória de ti
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
Poema como castigo
E diz com o intuito de ofender
E ferir o mais que possa.
- Tu não és homem...
não fazes nem sais de cima...
E ferir o mais que possa.
- Tu não és homem...
não fazes nem sais de cima...
E o tempo vai passar
E não voltará a ter homem
Nem em cima,
Nem em lado algum
E não voltará a ter homem
Nem em cima,
Nem em lado algum
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poema
Poema a uma discussão
A discussão é espúria
Já perdeu o tema,
O sentido dele
Ou, até qualquer tino.
A discussão é o momento
Tornar-se um finalmente
Irreflectido e desmedido.
E segue uma vontade velha
De dizer tudo
Rebentar tudo
Destruir tudo
Nada ficar de pé.
Apenas mais pedras.
E não são as palavras
É uma imensa intenção
Um queixume violento.
E todos os castelos
Passam a bancos de areia
Onde se prendem naus
Perdidas no mar
Que não terão mais marés
À sua espera.
A insensatez feita verbo,
Rouba fôlego ao respirar,
Cospe-se com ferocidade.
Um Imenso e desmedido orgulho
Que se solta, e se afirma
Vomitando bestialidades.
Frases como pelotões de execução,
Seguidos
Um após os outros
É só sangue a demanda
Não um fio,
Nem uma possa
Ou um rio
Mas todo o mar.
Fúria sobre fúrias
Pedaços de cadáveres,
Restos de vidas,
Sentidos e objectivos
Que ficam assim
Estraçalhados...
Inutilizados.
E no fim, é o que temos
Um buraco no passado.
E nenhum amanhã.
Um vazio asséptico
Limpinho,
Sem vida alguma,
Nem alma para contar.
Já perdeu o tema,
O sentido dele
Ou, até qualquer tino.
A discussão é o momento
Tornar-se um finalmente
Irreflectido e desmedido.
E segue uma vontade velha
De dizer tudo
Rebentar tudo
Destruir tudo
Nada ficar de pé.
Apenas mais pedras.
E não são as palavras
É uma imensa intenção
Um queixume violento.
E todos os castelos
Passam a bancos de areia
Onde se prendem naus
Perdidas no mar
Que não terão mais marés
À sua espera.
A insensatez feita verbo,
Rouba fôlego ao respirar,
Cospe-se com ferocidade.
Um Imenso e desmedido orgulho
Que se solta, e se afirma
Vomitando bestialidades.
Frases como pelotões de execução,
Seguidos
Um após os outros
É só sangue a demanda
Não um fio,
Nem uma possa
Ou um rio
Mas todo o mar.
Fúria sobre fúrias
Pedaços de cadáveres,
Restos de vidas,
Sentidos e objectivos
Que ficam assim
Estraçalhados...
Inutilizados.
E no fim, é o que temos
Um buraco no passado.
E nenhum amanhã.
Um vazio asséptico
Limpinho,
Sem vida alguma,
Nem alma para contar.
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Poema
Tudo era uma vez
E a vez foi
O resto ficou no era
E a vez foi
O resto ficou no era
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domingo, 9 de dezembro de 2018
Actos de amor
Domingo de manhã, tempo de inverno onde o Sol inunda de luz obliqua, passeia-se pelo mercado. Os olhares deslizam as bancadas. Ciganas que berram enquanto puxam para si o mais novo, que ainda com ranho no nariz, segue directamente para debaixo da camisola em direcção ao seu farto. As camisolas de marca estão estendidas à espera. Ao fundo o pão com chouriço inunda as narinas. Bugigangas de plástico e mais material de drogaria seguem outra bancada. Não esquecer os fatos pendurados ao lado das lindas batas. No fundo, depois dos animais de criação, sementes e viveiro de árvores. Com três árvores na mão arruma a carteira mais vazia no bolso de trás. Segura-as com cuidado. E arruma-as nas traseiras do carro. Está feita a feira.
Mal chega a casa, informa a mulher de onde vem
- E o que é que compraste desta vez?
- Vais por isso onde?
- E cresce muito?
- Dinheiro mal empregue. Com este tempo morre tudo.
- Podias ter perguntado que eu logo te dizia o que precisávamos.
-Põe isso aí ao fundo, onde não estorve muito.
Um longo suspiro depois, encolhe os ombros e resignado segue com as árvores para longe.
- Podias era ter ido buscar lenha. Isso é que faz falta. E de caminho trazias uma caixa de maçãs e lixívia.
Mal chega a casa, informa a mulher de onde vem
- E o que é que compraste desta vez?
- Vais por isso onde?
- E cresce muito?
- Dinheiro mal empregue. Com este tempo morre tudo.
- Podias ter perguntado que eu logo te dizia o que precisávamos.
-Põe isso aí ao fundo, onde não estorve muito.
Um longo suspiro depois, encolhe os ombros e resignado segue com as árvores para longe.
- Podias era ter ido buscar lenha. Isso é que faz falta. E de caminho trazias uma caixa de maçãs e lixívia.
Duas faces
A moeda tem duas faces, assim como, é hábito dizer-se, as histórias. Por mais penoso que seja dar a volta à moeda é de bom senso ter a abertura intelectual para o efeito. Só assim se descobre o meio termo da vida.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
Do que somos
Somos apenas as palavras
Que possam descrever
A memória do afecto.
Que possam descrever
A memória do afecto.
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poema
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Poema a ti, que não vais ler
Tudo
Poema
Ergo a minha taça
Meio cheia
Como meia vazia
Apenas expectativa...
Ergo-a como sempre
Desde esse dia
Fixo num tempo
Que, naturalmente, se juntou.
E erguida se mantém,
Como a expectativa...
Meio cheia
Como meia vazia
Apenas expectativa...
Ergo-a como sempre
Desde esse dia
Fixo num tempo
Que, naturalmente, se juntou.
E erguida se mantém,
Como a expectativa...
Poema
Está-se a fazer tarde,
Se não te importas,
Vou, então...
Não é oportuno....
Sacodes, pois...
Nem amanhã...
E assim segues
Na história do sempre.
Nada prende e tudo solta.
Nada toca onde tudo toca.
Nada mexe onde tudo liga.
E faz-se mais tarde,
Quase uma vida,
Um tempo inteiro.
Onde foi?
Estava distraída....
E segue outra vez
Sempre certa
Sempre segura
Sempre só
Apenas consigo
E faz-se tarde.
Sempre tarde
Pressas...
Ou tempos...
Ou momentos...
Faz-se tarde.
Ainda assim,
Nunca deixará de ser,
Por mais tarde que se faça.
Se não te importas,
Vou, então...
Não é oportuno....
Sacodes, pois...
Nem amanhã...
E assim segues
Na história do sempre.
Nada prende e tudo solta.
Nada toca onde tudo toca.
Nada mexe onde tudo liga.
E faz-se mais tarde,
Quase uma vida,
Um tempo inteiro.
Onde foi?
Estava distraída....
E segue outra vez
Sempre certa
Sempre segura
Sempre só
Apenas consigo
E faz-se tarde.
Sempre tarde
Pressas...
Ou tempos...
Ou momentos...
Faz-se tarde.
Ainda assim,
Nunca deixará de ser,
Por mais tarde que se faça.
sábado, 1 de dezembro de 2018
poema haiku
O Sol de inverno inunda o chão
O dia espreguiça-se
Debaixo da manta espero-te.
O dia espreguiça-se
Debaixo da manta espero-te.
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