Se pudesse...
Se fizesse sentido,
O que quer que isso fosse,
Seja, ou se entenda.
E se,
Por benção divina,
Ou outra,
Que importasse isso,
Confirmasse...
Esse
A expectativa é como o paraíso,
A felicidade
quinta-feira, 29 de novembro de 2018
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Haiku
Vou correr o Inverno
Esta estrada da neve
De onde a vida brotará, novamente
Esta estrada da neve
De onde a vida brotará, novamente
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poema Haiku
poema
Outra vez tocamos,
O mesmo universo,
O mesmo algo,
O mesmo mar.
E mais vezes haverá,
Haja Deus no meio
E, seguramente,
Deixará de haver meio.
O mesmo universo,
O mesmo algo,
O mesmo mar.
E mais vezes haverá,
Haja Deus no meio
E, seguramente,
Deixará de haver meio.
poema outra vez
Trago comigo uma tristeza
Um saco azul onde recolho
As lágrimas e o meu pesar
Onde gostava de ouvir
Cantar as andorinhas,
Senhoras da primavera,
A confirmarem a renovação,
A refundação e o novo eu.
Junto, todavia, por aí
Um imenso mesmo
Completamente igual
Refundadamente mesmo
Lastimavelmente ego
Apenas preso a um peso
De não conseguir ser...
Apenas repetir,
repetir e repetir.
Mas tenho outra mão
Outro saco de esperança
E nele pode caber
O mundo inteiro.
Basta querer,
Ser vontade de ser
Para o outro como se fora para si
E o saco fica balão,
Asa, carro ou avião
E o mundo é seu,
Porque é todo,
E, simplesmente,
É.
Um saco azul onde recolho
As lágrimas e o meu pesar
Onde gostava de ouvir
Cantar as andorinhas,
Senhoras da primavera,
A confirmarem a renovação,
A refundação e o novo eu.
Junto, todavia, por aí
Um imenso mesmo
Completamente igual
Refundadamente mesmo
Lastimavelmente ego
Apenas preso a um peso
De não conseguir ser...
Apenas repetir,
repetir e repetir.
Mas tenho outra mão
Outro saco de esperança
E nele pode caber
O mundo inteiro.
Basta querer,
Ser vontade de ser
Para o outro como se fora para si
E o saco fica balão,
Asa, carro ou avião
E o mundo é seu,
Porque é todo,
E, simplesmente,
É.
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poema
domingo, 25 de novembro de 2018
A escuta
O grande drama da comunicação é aceitar o discurso do outro. Ouvir com escuta activa e ao responder, responder ao que foi dito. Por regra a resposta resulta da incapacidade de ouvir e transformar a conversa numa sessão de pugilato, onde os argumentos não servem de nada senão "agredir" o outro interlocutor de modo a não aceitar os argumentos e seguir o seu caminho com a sua teimosia. Um pouco como o efeito avestruz. Enterro a capacidade de discernimento no meu ego e não quero pensar nem sair das minhas zonas de conforto.
E cada vez mais esta "doença" se alastra.
Decidi já algum tempo a terminar estas "conversas" mal detecto esta sintomatologia. O tempo é escasso e perco menos a saúde a calar do que a escutar berratas. O tema da escuta será, por ventura, um dos mais dramáticos do futuro.
E cada vez mais esta "doença" se alastra.
Decidi já algum tempo a terminar estas "conversas" mal detecto esta sintomatologia. O tempo é escasso e perco menos a saúde a calar do que a escutar berratas. O tema da escuta será, por ventura, um dos mais dramáticos do futuro.
sábado, 24 de novembro de 2018
Poema
Hoje não vejo tv.
E, apesar disso,
O amanhã será o mesmo.
E, apesar disso,
O amanhã será o mesmo.
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poema
Hoje o meu vermelho
Foi ao teu azul.
Mais uma tentativa......
Foi ao teu azul.
Mais uma tentativa......
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poema Haiku
Sobre a poesia Haiku
A beleza da poesia Haiku é que no menor número de frases conseguires sentir beleza, amor, expectativa, possibilidade e nenhum juízo.
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Poema Haiku
Podes fechar todas as portas
E trancar as janelas
Haverá sempre uma luz.
E trancar as janelas
Haverá sempre uma luz.
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Haiku,
poema Haiku
Outono - Haiku
O outono é uma paleta de cores
Que cai,
Folha a folha
Que cai,
Folha a folha
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Haiku,
poema Haiku
Poema
Quando fui até ti
Exibir a vermelha folha
Que me roubou o tempo
A atenção e inspiração.
Os teus olhos falaram
Nas palavras dos lábios
Que repetiram o momento
Em que outra vermelha folha
Roubou a tua atenção,
Tempo e inspiração.
E em cadernos distintos
Repousam da vida
E insistem na eternidade
Da beleza de um momento.
Que vais fazer com ela?
Perguntaste
Não sei que faça,
Mas, e para já,
Este poema,
Mais uma vez.
Exibir a vermelha folha
Que me roubou o tempo
A atenção e inspiração.
Os teus olhos falaram
Nas palavras dos lábios
Que repetiram o momento
Em que outra vermelha folha
Roubou a tua atenção,
Tempo e inspiração.
E em cadernos distintos
Repousam da vida
E insistem na eternidade
Da beleza de um momento.
Que vais fazer com ela?
Perguntaste
Não sei que faça,
Mas, e para já,
Este poema,
Mais uma vez.
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
um pouco de humor
Ontem foi dia de São Martinho. Comeu-se muita castanha e bebeu-se vinho. E hoje continua a festa, ainda que num tom mais baixo, grave quase.
Em resumo: Não há bela sem senão....
Em resumo: Não há bela sem senão....
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domingo, 11 de novembro de 2018
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
mais um poesia
Hoje tenho nada.
É a volta do círculo.
A semente outrora brotada
Secou, mercê do efeito
Que se reduz a defeito
Presumindo parte ou feitio.
O tempo, sempre circular,
Das voltas que vai contando
Tornará, outra vez, a semear,
Pois é da sua natureza.
Nas suas ondas e vagas
Sem rigor nem ordem
Apenas porque é assim
Sempre, e desde sempre.
E brotará outra vez,
Como se fosse uma primeira
Ansiando sempre vida
E subir até que haja flor ou fruto.
É a força da expectativa
A vontade do ter de ser
Onde a fugaz retracção
Apenas gera momentâneo vazio.
E assim cresce essa mania,
Insistência ou persistência.
Uma intenção permanente
Que vem do sempre.
E roda como o dia,
Como o tempo
E as ondas do mar
Que sempre retornam.
E este nada instalado
Cinza temporária
Com o vento irá
Ao pó de onde veio.
É a volta do círculo.
A semente outrora brotada
Secou, mercê do efeito
Que se reduz a defeito
Presumindo parte ou feitio.
O tempo, sempre circular,
Das voltas que vai contando
Tornará, outra vez, a semear,
Pois é da sua natureza.
Nas suas ondas e vagas
Sem rigor nem ordem
Apenas porque é assim
Sempre, e desde sempre.
E brotará outra vez,
Como se fosse uma primeira
Ansiando sempre vida
E subir até que haja flor ou fruto.
É a força da expectativa
A vontade do ter de ser
Onde a fugaz retracção
Apenas gera momentâneo vazio.
E assim cresce essa mania,
Insistência ou persistência.
Uma intenção permanente
Que vem do sempre.
E roda como o dia,
Como o tempo
E as ondas do mar
Que sempre retornam.
E este nada instalado
Cinza temporária
Com o vento irá
Ao pó de onde veio.
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segunda-feira, 5 de novembro de 2018
Poema
Dá-me o azul com que olhas o ar
Que perpassa os espaços
Para se fixar,
Momentaneamente.
E há, também, o mar...
E o paladar do seu sal.
Tons do mesmo olhar
Eternamente.
Que perpassa os espaços
Para se fixar,
Momentaneamente.
E há, também, o mar...
E o paladar do seu sal.
Tons do mesmo olhar
Eternamente.
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