sexta-feira, 20 de abril de 2018

A vida e os seus ciclos

Impossível de derrubar, por ventura pela sua natureza, os ciclos da vida são estados de alma que se repetem para lá da vontade das pessoas. Invariavelmente, e por mais esforço que se faça, toda a construção se desfaz. O mais próximo que se pode comparar é empurrar uma pedra sobre um plano inclinado. Custa começar, custa ganhar contra a inércia, mas assim que se estabelece o movimento ele vai-se demonstrando progressivamente menos difícil até ganhar alguma agilidade. Todavia, e por via desse efeito cíclico, somos enviados de volta para trás sem se saber a razão. E todo o esforço feito até então e desfeito, ficando, apenas com o conhecimento da dificuldade. Muitas vezes, também, os motivos que fizeram com o ciclo se cumprisse.
Para lá do imenso tédio de voltar a ver o necessário caminho a cumprir, nunca voltamos até onde estávamos. Temos sempre a garantia que acrescenta-se distância e, sobretudo uma imensa falta de vontade de fazer o caminho.

São assim as relações humanas que temos que ter com pessoas complicadas.

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