quinta-feira, 22 de março de 2018

Drama

Tentar ser inteligente com quem insiste em ser pouco. Um drama existencial. Ninguém merece ter chefias assim... com mais medo do outro do que do mundo.
E o imenso tédio, e responsabilidade, do outro ser eu.

Luz rompante


Avaliação

Vou até ali e levo dentro de mim
Mais que o meu mundo
O modo como o entendo.
E oiço pessoas surdas
Com palavras emocionais
De tremores e suores

E sacudo tudo,
Como se levantasse a toalha da mesa
Onde houve um lauto repasto,
E fico com a impressão
Que ao redor de uma ilha
Há demasiado mar.

O tempo passa,
Passou
E voltará a passar.
E a ilha não se faz ao mar.
Sobrevive-o.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Desenhando mais um pouco 3


Carvão

Desenhando mais um pouco 2


Desenhando mais um pouco


Desenhando


Este desenho irá, seguramente, ver cor.

desenhos


Lendo 252

"Um homem só consegue exercer influência sobre uma mulher de uma maneira: através dos seus sentidos, com a força do seu corpo e da sua alma."
Sándor Márai in A irmã, Dom Quixote, Lisboa, 2013, pág. 75

Se alguma feminista lesse esta frase teria, de imediato uma síncope, senão mesmo, um ataque epiléptico e mandaria para a fogueira, de imediato, toda a obra deste autor. A vaga suposição de uma menoridade intelectual deixaria a dita lutadora, diria mesmo amazona, a espumar. 
Se é dada a ler a um homem, ou a alguém sensato, apenas constata que é, de facto, chegar, de modo convincente a uma mulher se os argumentos tocarem os seus sentidos. 
Coisas de pequena, ou nenhuma monta.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Beco do Jasmim


Moraria, junto ao Martim Moniz. O Beco do Jasmim.
Dedicada a foto ao filho do meu primo João Braz Teixeira, o Jasmim

Entrada de uma Vila


Rua Dona Estefânia, Rainha de Portugal.

Um prédio na Mouraria


Moraria, Lisboa

Capelsa de Santo André


Arelho

Precisa de mais qualquer coisa


Monte agudo, Lisboa

Demasiado infantil


domingo, 18 de março de 2018

Nunca mais tem fim esta porcaria

Falar da vida dos outros é, exactamente, o quê? Comentar os pequenos assuntos da sua privacidade, da vida íntima, dos seus pequenos segredos, ou, e em resumo, das evidências das interacções sociais? A diferência é muito clara e objectiva. No primeiro caso é tratar da intimidade de terceiros, o segundo é o que os terceiros exibem, sem haver devassa alguma da intimidade. Não há, sequer, lugar a adjectivação, apenas e somente a dedução. Encontra duas pessoas de mão dadas, é normal que deduza existir um relacionamento. Encontra duas pessoas todas as horas em que estão junto com uma distância não superior a 20 centimetros, é normal que deduza existir uma relação preferencial. Entender estas deduções como "falar da vida dos outros" é a demonstração evidente que quem admite essa frase não está tranquila, segura ou, até, certa do que exibe e prefere, como sempre, encontrar bodes expiatórios para a sua insegurança.

O tenebroso é que por mais tempo que passe a cola do rótulo não sai, o desparate é recorrente e os bodes expiatórios mantêm-se sobre fogo constante, absolutamente sem apelo ou desagravo.

Raios partam a cobardia.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Lendo 251

"Não me posso conformar com a ideia de que algum sentimento seja mais forte eu a razão”
Sándor Márai in A irmã, Dom Quixote, Lisboa, 2013, pág. 37

É essa mesma dificuldade de entender a ideia de que a pulsão do sentimento seja suficientemente autónoma para gerar uma acção fora da construção a que estamos habituados de haver uma causa para um efeito. 

terça-feira, 13 de março de 2018

Estação do Sul e Sueste


Mouraria


Beco do Jasmim


Pontão em Algés


Ponte Vasco da Gama


Curta sobre o egoísmo

João e Maria estavam em acesa troca de argumentos, algo a que se pode mesmo chamar discussão. Desentendimentos fortes sobre temas concretos em que cada um defende a sua posição, a sua tese e, por que não dizê-lo, o seu egoísmo. E, como é da mais que usual, senão mesmo banal, ambos acabam por atravessar linhas perigosas. Frases que deixam no ar mágoas antigas, situações pouco resolvidas e outros pequenos nadas ( ou grandes nadas) que advêm da personalidade de cada um. E é curioso que estas discussões e estas frases podem gerar momentos de tensão futuros...
O tempo que ajuda a resolver estes momentos pode ser torpedeado, sobretudo quando em vez de serenar e trazer de volta a paz, um deles, e sem grande surpresa a mulher, faz de uma palavra, um gesto, uma posição lateral ao crucial do desentendimento todo o sentido do seu mundo. Não foi a discussão, nem a troca de argumentos, mas aquela palavra, aquele gesto, aquele pequeno nada...
No fundo, esta distracção do essencial, não é mais que uma defesa para não escutar o que se discutia. E valerá tudo até se chegar a nada. Ao menos aí jamais perderá a sua razão, o seu egoísmo. E, obviamente, tudo o resto que, afinal é nada...

Sem espinhas, sem mais nada. Apenas egoísmo, muito egoísmo, todo o egoísmo.

Adeus, mas a escolha não foi minha.

sexta-feira, 9 de março de 2018