sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
Rostos ao acaso
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
Quando tudo está mal
Descobres que vives no mundo dos super diminutivos e há todo um conjunto de gente que nunca falha, nunca erra, nunca se engana e, por tal, são os superlativos absolutos a tua defesa torna-se irrelevante.
E nem vale a pena fazer esforços ou sacrifícios que serão irreconhecidos ou agradecidos.
Vai um espelho?
E nem vale a pena fazer esforços ou sacrifícios que serão irreconhecidos ou agradecidos.
Vai um espelho?
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Poema graçola
Queria agradecer-lhe, Senhora
Mas falece-me a oportunidade
Não sei se por via do motivo,
Ou, apenas coisa da idade.
Ter mapinhas para tirar
Um dever que me encanta
Tivera para onde os mandar
E essa terra não seria Santa.
Mas falece-me a oportunidade
Não sei se por via do motivo,
Ou, apenas coisa da idade.
Ter mapinhas para tirar
Um dever que me encanta
Tivera para onde os mandar
E essa terra não seria Santa.
Assim, a dada a opção,
Terá, pois, Senhora minha
Tudo feito com dedicação
Como se fora uma prendinha.
Terá, pois, Senhora minha
Tudo feito com dedicação
Como se fora uma prendinha.
Após ter recibo um pedido para uma tarefa, aramado em engraçadinho, falei com os meus botões e assim respondi.
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Lendo 250
"(...) era ele quem levava pontapés dos outros palhaços e, como ninguém lhe dava palmas, tiveram que o por na rua, porque metia medo..."
Raúl Brandão in A morte do palhaço e o mistério da árvore, Edições Seara Nova, Lisboa, 1926, pág 69.
Algumas vezes acontece esta circunstância trágica. Ser uma parte de um enredo cuja função é ser a exibição da grotesca animalidade que faz as pessoas rirem. Um dia deixa de ter piada a impiedade. Um dia deixa de ser necessário. Não que a grotesca animalidade tenha cessado ou desaparecido, nem a impiedade, nem a irrazoabilidade. Apenas deixa de ser oportuna.Segue a vida tal como sempre fôra, apenas menos atenta a si mesma, menos crítica.
A vida de palhaço é o nosso retrato em ridículo.
Raúl Brandão in A morte do palhaço e o mistério da árvore, Edições Seara Nova, Lisboa, 1926, pág 69.
Algumas vezes acontece esta circunstância trágica. Ser uma parte de um enredo cuja função é ser a exibição da grotesca animalidade que faz as pessoas rirem. Um dia deixa de ter piada a impiedade. Um dia deixa de ser necessário. Não que a grotesca animalidade tenha cessado ou desaparecido, nem a impiedade, nem a irrazoabilidade. Apenas deixa de ser oportuna.Segue a vida tal como sempre fôra, apenas menos atenta a si mesma, menos crítica.
A vida de palhaço é o nosso retrato em ridículo.
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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
mini
Ele chega e lança um comentário
- Sabes que achei estranho aquilo de.......
- Pois eu acho que ..... - e segue um longo monólogo sobre varios temas que se colam uns nos outros.
Ele olha para o tecto e questiona-se "Porque é que insisto?"
As mulheres não só acham que têm sempre razão como são absolutamente incapazes de ter uma escuta activa.
- Sabes que achei estranho aquilo de.......
- Pois eu acho que ..... - e segue um longo monólogo sobre varios temas que se colam uns nos outros.
Ele olha para o tecto e questiona-se "Porque é que insisto?"
As mulheres não só acham que têm sempre razão como são absolutamente incapazes de ter uma escuta activa.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Lendo 249
Só a neve
Conhece os gestos
Com que se tecem os
milagres
Luis Falcão in Bruma
luminosíssima, Artefacto, Lisboa 2016, pág 43
Muito bom
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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Lendo 248
Amanhã já as folhas
terão caído
desfigurando
cuidadosamente
uma voz que se confunde com a noite.
Luis Falcão in Bruma luminosíssima, Artefacto, Lisboa 2016, pág 16
terão caído
desfigurando
cuidadosamente
uma voz que se confunde com a noite.
Luis Falcão in Bruma luminosíssima, Artefacto, Lisboa 2016, pág 16
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Poesia Haiku
Vamos, anda
Vem ver a neve
Até sermos enterrados
Matsuo Basho
(1644 – 1694)
Vem ver a neve
Até sermos enterrados
Matsuo Basho
(1644 – 1694)
Esta ideia de ir junto com alguém assistir a um espectáculo belo e deixar-nos ficar contemplativamente até que o mundo termine é absolutamente belo.
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sábado, 3 de fevereiro de 2018
Para memória futura
Como gosto de ver,
De admirar e espreitar
Percorrer o horizonte
Ou o detalhe da forma,
A singularidade da linha
Ou a multiplicidade exposta.
Tudo é ponte de retorno
À minha sedenta memória,
Baú das minhas emoções.
De admirar e espreitar
Percorrer o horizonte
Ou o detalhe da forma,
A singularidade da linha
Ou a multiplicidade exposta.
Tudo é ponte de retorno
À minha sedenta memória,
Baú das minhas emoções.
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Entre poesia e poesia haiku
Para onde corres?
E que queres dessa corrida?
O fim é horizontal.
E que queres dessa corrida?
O fim é horizontal.
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Poema
Vivo do engano,
Do que quero,
Que penso e desejo.
Vivo da minha vontade
Admitindo a possibilidade
De tudo poder se adequar.
Vivo do engano do outro,
Que vive o seu desejo,
A sua vontade e pensamento
Admitindo essa possibilidade.
E, por vezes,
Os enganos coincidem.
Do que quero,
Que penso e desejo.
Vivo da minha vontade
Admitindo a possibilidade
De tudo poder se adequar.
Vivo do engano do outro,
Que vive o seu desejo,
A sua vontade e pensamento
Admitindo essa possibilidade.
E, por vezes,
Os enganos coincidem.
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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
da memória
Deitei a minha memória
A meu lado
E, estranhamente,
Aí permanece.
Dela esperava
O meu todo,
A minha vida toda
E o restante de emoções
Mas vejo correr um rio,
O do esquecimento,
Que tudo leva sem perdão
E a mim também.
A meu lado
E, estranhamente,
Aí permanece.
Dela esperava
O meu todo,
A minha vida toda
E o restante de emoções
Mas vejo correr um rio,
O do esquecimento,
Que tudo leva sem perdão
E a mim também.
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aproximações
Sou pedaço
Parte ou bocado
E, às vezes,
Vagamente partido
Parte ou bocado
E, às vezes,
Vagamente partido
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poema
Beco sem saída
Por cada frase
Que se faz esperança
Acontece aquela resposta
De quem em nada crê.
E é um beco sem saída
Que se faz esperança
Acontece aquela resposta
De quem em nada crê.
E é um beco sem saída
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poema
E mais
Às vezes
Quando me encontro só
Fico tão satisfeito
De estar comigo.
Sometimes
When I'm alone
I get to be so pleased
That I am with me.
Quando me encontro só
Fico tão satisfeito
De estar comigo.
Sometimes
When I'm alone
I get to be so pleased
That I am with me.
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poema
Mais
Vou espalhar-me no tempo
Deixando-o passar
Assim como se estivera a dormir
E ausente de tudo.
Deixando-o passar
Assim como se estivera a dormir
E ausente de tudo.
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poema
Mais poesia
E cada dia é mais....
Seja do que te desejo,
Como da certeza, todavia,
Dessa impossibilidade
Seja do que te desejo,
Como da certeza, todavia,
Dessa impossibilidade
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