Tenho por princípio que o Ano Novo, esta ideia que algo se inicia alheia à nossa intervenção e que com os nossos melhores votos e desejos pode vir a ser um o paraíso na terra, é a verificação perfeita da alienação em que as pessoas vivem mergulhadas.
O tempo apesar de ser uma linha continua, tem, devido à nossa existência no planeta terra a característica cíclica da rotação da desta em volta do Sol o que nos pode fazer, numa certa perspectiva dizer que o tempo é uma espiral. Voltamos sempre ao mesmo ponto apenas com mais informação, mais sabedoria e mais experiência. Ora, assim sendo, não há nada de extraordinário no primeiro dia que não seja um fim de uma volta e o início de outra. Não há acontecimento exógenos, alheios, sobrenaturais ou o que seja que o faça de modo diverso, ou que, passe por se fazer força ou se possa desejar que mude alguma coisa.
O que é que pode, na realidade, fazer a diferença? O homem. Quem vive a experiência desse novo princípio, desse recomeço. Portanto ou o homem, pleno do conhecimento do seu eu, se empenha em se renovar, ou a passagem do ano vale a pena para nos atafulharmos de comida e de bebida e deixar uns gritos no ar.
Votos de um Ano Bom são os votos que quem lê, assuma que se vai esforçar para ser melhor. Eu vou.
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