Nos últimos anos um Banco resolveu implantar um método de controle e padronização do trabalho que visava replicar todas as operações a meros processos que se traduzem em tempo. Deixa de importar o que é feito, a eventual complexidade do processo, mas a padronização do trabalho e a sua quantificação. A intenção era clara, o trabalho deixa de ser intelectual, deixa de ser feito com uma mente e passa a ser executado com apenas mãos que se ocupam as 7 horas do dia de trabalho. O programa Lean, assim baptizado porque replicava um outro efectuado a meados do século passado numa fábrica de automóveis, traduzirá o trabalho em tempo.
Quando a massificação foi generalizada e, tal como sucede desde a revolução industrial, todos replicaram as suas operações em pedaços de tempo. Como alguém mandou, todos deixaram a sua especialização cair, os seus conhecimentos de anos a lidar com o mercado financeiro, o saber da pequena diferença, a possibilidade de intervir nos processos com inteligência e automatizou-se a função. Fundou-se o trabalhador que aperta a porca do processo, que carrega na tecla, que manda imprimir e que remeter para o arquivo digital o processo. O homem desaparece do processo.
E, este modus operandi foi replicado a toda a instituição. O tradicional lugar da banca, do mercado financeiro, passou a ser uma linha de montagem de processos que se traduzem em tempo. Desta tradução se chega, desde logo à sua possibilidade de quantificar em euros cada processo. O processo deixa de obrigar um determinado número de pessoas que, por conhecerem o meio onde se produz o processo, conseguem resultados válidos, para ser, apenas, um conjunto de horas de trabalho. Tudo o mais quem faz é a máquina. Ou seja, os anos de formação são desprezados, a diluição do erro na experiência é uma não equação. E para que se confirme esta dedução vai elaborar um conjunto de regras que não permitem o erro, pois está tudo previsto. A imposição da racionalidade sobre a realidade.
Naturalmente que o gestor rapidamente faz as contas e percebe que se pedir a um conjunto de pessoas sem formação, sem saber, logo mais baratas para desenvolver o processo, vai gastar menos dinheiro no processo. O conselho de administração irá gostar, os accionistas também e o gestor entende que poderá receber a diferença no seu prémio, incorporando pessoalmente o que é suprimido a terceiros, pois estes sabiam demasiado sobre o negócio da banca.
A empresa, intrinsecamente, perde valor, pois sem o elemento humano perde capacidade de reagir ao mercado mas executará os processos de modo menos dispendioso. A sociedade perde elementos cujo nível de vida, e de consumo se degrada e ajuda a estagnar a economia e, também, o desenvolvimento do negócio do banco, que agora está menos dispendioso.
A prazo, mais gestores seguem a mesma regra e o mercado perde os especialistas que anda todos os anos a formar nas universidades que são, também, subsidiadas pela mesma banca, pois que só precisa de máquinas para certificar o andamento dos processos de custo mínimo.
Num prazo ainda maior o que pode suceder a estas empresas que intencionalmente prescindiram do homem? Transformam-se numa app do telemóvel?E tem essa app um processo sem pessoas, sem factor humano?
domingo, 26 de novembro de 2017
sábado, 25 de novembro de 2017
Inovação
Foste desamado porque a um tempo foste amado.
E, se o amor é eterno, cuida desse desamor que voltarás a ser amado.
E, se o amor é eterno, cuida desse desamor que voltarás a ser amado.
Ai o amor e a amizade
Mas vamos manter a amizade....
Continuamos a ser amigos...
Passamos a amigos...
Nem com o decorrer dos anos isso acontece. O amor é eterno e nunca morre. Onde entra o amor já não resta mais espaço para a amizade. O que fica é sempre um encantamento. Podemos olhar-mo-nos com distância, mas nunca estamos mais longe que do outro que fomos juntos. Amar é para sempre. E, às vezes, custa-me não poder voltar a dizer a quem amei que as amo ainda e sempre.
Bom fim de semana
Continuamos a ser amigos...
Passamos a amigos...
Nem com o decorrer dos anos isso acontece. O amor é eterno e nunca morre. Onde entra o amor já não resta mais espaço para a amizade. O que fica é sempre um encantamento. Podemos olhar-mo-nos com distância, mas nunca estamos mais longe que do outro que fomos juntos. Amar é para sempre. E, às vezes, custa-me não poder voltar a dizer a quem amei que as amo ainda e sempre.
Bom fim de semana
Another english poem
Could I reach you?
Could you ear me?
Could it happen?
Again....
Or better now
When the limits were pushed,
Truth and false
Both toghether.
You and nothing
Nothing and I...
We as nothing
Instead of what we are
Could we?
Once,
Or a single try?
The holy finger in us.
Melting our skyes...
Both the night and the day
Toghether
An all the in between...
Deep, not to much
We both may know
That we may be
Our missing part.
Could you ear me?
Could it happen?
Again....
Or better now
When the limits were pushed,
Truth and false
Both toghether.
You and nothing
Nothing and I...
We as nothing
Instead of what we are
Could we?
Once,
Or a single try?
The holy finger in us.
Melting our skyes...
Both the night and the day
Toghether
An all the in between...
Deep, not to much
We both may know
That we may be
Our missing part.
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English poem
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
Mudanças
Depois de dois anos a viver num edifício novo, com obras feitas e com esta vista deslumbrante, está na hora, novamente de mudar de sítio.
Dizem que vamos para um local com menos condições. Não sei, não faço ideia e nem me entusiasmo para o efeito. Nesta fase, qualquer coisa que se assemelhe a mudança, alteração, modificação será sumamente benvinda.
Não se trata do local, da luz, do ar, ou das condições, mas do ser humano. As mudanças, pelo que colocam no homem em jogo, podem ser grande impulsionadores de alterações. Tristemente, neste edifício do qual saio assisti ao pior do ser humano. A evidente falta de carácter, a incapacidade de lidar com decisões erradas, a falta de inteligência para aferir os dados que são colocados à nossa frente e, tão tristemente, a desonestidade de transformar inocente em alvos a abater.
A larguras de vistas, a infinitude do horizonte, ao invés de predispor para acrescentar dados, serviu para montar barreiras, acicatar animos e instigar pobres de espírito para confrontos vazios. Se, a um tempo, ainda existia um sentimento mais elevado a defender, com o decorrer do tempo nem isso restou. Apenas o pequeno orgulho.
Como se pode culpar uma pessoa por, num diálogo, consegue ler a mensagem oral, a corporal e do tom com que se fala e o que não se quer dizer? Em vez de ser um valor acrescentado, um benefício, acaba por ser uma cruz que se carrega. Em terra de cegos, ter olho não é ser rei, é ser o bode expiatório.
Espero que tenham deixado todos os maus sentimentos, toda a pequenez por encaixotar.
Desolado, mas confiante no amanhã. Continuo de costas para o mundo e de castigo, mas pelo menos tenho uma janela para respirar e continuar a ver o mundo.
Em reflexão
Há uma estética, sobretudo na esquerda, que consegue ser a sua negação. Sobretudo porque a esquerda tem em si o germe do des-ser, do deixar de ser, do interromper. E nisso aposta tudo ficando pendurada no feio, no monstruoso, no sem sentido, na falta de harmonia e na falta de encanto.
E como fazem isso em bando, replicam-se e inundam o mundo com inexistências.
E como fazem isso em bando, replicam-se e inundam o mundo com inexistências.
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Devaneios
Hoje almocei na minha companhia. Levei o meu tabuleiro para uma mesa alta e comi o meu almoço sem cair nenhuma nódoa na minha camisa. E, enquanto almoçava falava comigo, longamente.
Terminado o almoço e bebido o café agarrei na minha companhia do costume, a caneta e o meu livro. E, com estes, tinha, num instante uma animada conversa.
Estar só é apenas um estado de alma.
Terminado o almoço e bebido o café agarrei na minha companhia do costume, a caneta e o meu livro. E, com estes, tinha, num instante uma animada conversa.
Estar só é apenas um estado de alma.
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Inverno
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domingo, 19 de novembro de 2017
Piada de gosto duvidoso
Um arquitecto é um engenheiro civil gay.
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Another poem
As tears go by...
Yes... indeed
My tears...
My heart.
Could we believe?
Could I reached?
My tears
My heart and soul?
Can we go back?
Can we refill our small kind words
Can we refill our hearts
Our minds?
We sould loose
Lost, give away
All of those bad days
Bad words
Bad feelings
That bad us
Just recover us
Our togetherness
Our specials words
Our us
Can we
Can I?
Can you
As our tears go by...
Yes... indeed
My tears...
My heart.
Could we believe?
Could I reached?
My tears
My heart and soul?
Can we go back?
Can we refill our small kind words
Can we refill our hearts
Our minds?
We sould loose
Lost, give away
All of those bad days
Bad words
Bad feelings
That bad us
Just recover us
Our togetherness
Our specials words
Our us
Can we
Can I?
Can you
As our tears go by...
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sábado, 18 de novembro de 2017
Sinal dos tempos
O cão passou a ser gente, sendo que às vezes chega a ser mais que gente sobrepondo-se a estes, os gentes. Vivo num bairro simpático, sossegado, ainda que dentro da cidade. O bairro tem a sorte de ter pequenas vivendas de jardins de pouco mais que 20 metros. Espaço que seria de qualidade de vida, de sossego, de uma mesa e umas cadeiras, de descontracção e sossego. Todavia, o espaço foi dedicado ao canídeo. Um daqueles que passa a vida ao calor, ao frio, à chuva e ao Sol. O melhor amigo do homem. Para além do espaço para si, onde se desfaz em necessidades, ainda tem a sorte de dois passeios diários. Fazer exercício, suponho...
O canito, que até é um grande cão, tem imensas saudades dos seus donos e, por tal, julgo eu, faz questão de avisar toda a vizinhança desse seu estado emocional de viver em Saudade. Acredito que com acompanhamento à guitarra seria capaz de produzir uma série infindável de fados absolutamente arrebatadores.
E agora o eu, a gente que vive nos 100 metros em redor desse fadista? Mal podemos abrir as nossas janelas de vidros duplos, mal posso arejar a casa, mas posso deixar entrar os raios de Sol que trazem saúde e alegria a qualquer casa. Vejo-me compelido a transformar a minha casa num bunker para poder ter o sossego que qualquer um, naturalmente, aspira.
Mas o cão é o melhor amigo do homem. Não. O cão é um chato, um maçador... Se alguém gosta de cães que os tenha em casa, que os obrigue a fazer as necessidades em casa, que os mantenha numa conduta socialmente desejável.
Uma criança que é, em absoluto, o melhor amigo da humanidade faz as suas necessidades no bacio, faz a sua birra, tem o seu momento, não são 24 horas. E, cresce... deixa de fazer birras.
Meus amigos, façam filhos e esqueçam essa história do cão. Há muita gente a agradecer.
O canito, que até é um grande cão, tem imensas saudades dos seus donos e, por tal, julgo eu, faz questão de avisar toda a vizinhança desse seu estado emocional de viver em Saudade. Acredito que com acompanhamento à guitarra seria capaz de produzir uma série infindável de fados absolutamente arrebatadores.
E agora o eu, a gente que vive nos 100 metros em redor desse fadista? Mal podemos abrir as nossas janelas de vidros duplos, mal posso arejar a casa, mas posso deixar entrar os raios de Sol que trazem saúde e alegria a qualquer casa. Vejo-me compelido a transformar a minha casa num bunker para poder ter o sossego que qualquer um, naturalmente, aspira.
Mas o cão é o melhor amigo do homem. Não. O cão é um chato, um maçador... Se alguém gosta de cães que os tenha em casa, que os obrigue a fazer as necessidades em casa, que os mantenha numa conduta socialmente desejável.
Uma criança que é, em absoluto, o melhor amigo da humanidade faz as suas necessidades no bacio, faz a sua birra, tem o seu momento, não são 24 horas. E, cresce... deixa de fazer birras.
Meus amigos, façam filhos e esqueçam essa história do cão. Há muita gente a agradecer.
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meditação mundana
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Não sou boxer
Há frases,
Por vezes somente uma palavra,
Que chegam como socos...
Murros secos,
Fortes e violentos
Porque foram ditas com crença.
Há instantes piores que a mais negra noite.
Gelam todo o sangue
Secam a alma,
E deixam uma brutalidade,
Uma hostilidade,
Uma impossibilidade
Não sou boxer
Por vezes somente uma palavra,
Que chegam como socos...
Murros secos,
Fortes e violentos
Porque foram ditas com crença.
Há instantes piores que a mais negra noite.
Gelam todo o sangue
Secam a alma,
E deixam uma brutalidade,
Uma hostilidade,
Uma impossibilidade
Não sou boxer
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domingo, 12 de novembro de 2017
Demanda
Vens aqui à procura de mim ou de ti?
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dúvidas
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
poema sintético
Fazes tricot das minhas intenções.
Fazes e desfazes a mesma linha
Nunca está como queres
E cada dia a linha é outra
Fazes e desfazes a mesma linha
Nunca está como queres
E cada dia a linha é outra
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poema
Onde quer que vás sabes que t'acompanho
Onde quer que vá
Sabes que m'acompanhas,
Que contigo parto,
E em ti permaneço.
Aquilo que jamais saberei
É, quando partes,
Quem é que te acompanha...
E não podendo ser eu,
Deixa-me, pelo menos,
Ser a ilusão de ser
E conversa-me
Como se tudo assim fosse
Conversa-me sobre tu,
O que me fascina,
O que me encanta,
O que me distrai
E o que me enternece
Diz-me nas tuas palavras
O que sei de ti
Diz-te para mim.
E quando te apartas
Fico-me também aí
Nesse outro lugar
Supondo-te
Imaginando-te
Vendo-te
E sentindo-te
Como penso que sentes
Quando te apartas...
Onde quer que vás
Sabes que t'acompanho
Sabes que m'acompanhas,
Que contigo parto,
E em ti permaneço.
Aquilo que jamais saberei
É, quando partes,
Quem é que te acompanha...
E não podendo ser eu,
Deixa-me, pelo menos,
Ser a ilusão de ser
E conversa-me
Como se tudo assim fosse
Conversa-me sobre tu,
O que me fascina,
O que me encanta,
O que me distrai
E o que me enternece
Diz-me nas tuas palavras
O que sei de ti
Diz-te para mim.
E quando te apartas
Fico-me também aí
Nesse outro lugar
Supondo-te
Imaginando-te
Vendo-te
E sentindo-te
Como penso que sentes
Quando te apartas...
Onde quer que vás
Sabes que t'acompanho
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poema
Poesia de esplanada de café
E passam...
Seguidas
E intervaladas
Em grupo
Sozinhas
E até penduradas
Corpos e corpos
Movimentos animados
Que fazem as suas vidas
Alheadas de mim
Como eu delas
Somos, apenas,
Cenários mútuos.
Corpos com intenção
Cada um com a sua,
Algumas cruzadas
E outras desligadas
E somos nada,
Uns para os outros,
Figurinos de passagem
Apenas...
E como poderíamos
Em cada instante
Conter toda a cada uma
Das vidas com que nos cruzamos
Somos, apenas,
Para os que nos animamos
Ainda que haja outros
Que não desejamos...
Seguidas
E intervaladas
Em grupo
Sozinhas
E até penduradas
Corpos e corpos
Movimentos animados
Que fazem as suas vidas
Alheadas de mim
Como eu delas
Somos, apenas,
Cenários mútuos.
Corpos com intenção
Cada um com a sua,
Algumas cruzadas
E outras desligadas
E somos nada,
Uns para os outros,
Figurinos de passagem
Apenas...
E como poderíamos
Em cada instante
Conter toda a cada uma
Das vidas com que nos cruzamos
Somos, apenas,
Para os que nos animamos
Ainda que haja outros
Que não desejamos...
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poema
Frases com potencial
Você não é uma animação, apenas matéria animada.....
ou o inverso
Você não é matéria animada, você é uma animação.
ou o inverso
Você não é matéria animada, você é uma animação.
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quinta-feira, 9 de novembro de 2017
Herói e heroicidade
Andava sempre à procura de heróis, pelo que todos os seus actos eram vividos com essa expectativa, a de estar a cometer um acto heróico.
Rapidamente a heroicidade recorrente redunda na mediania persistente. Ainda assim, insistirá sempre.
Rapidamente a heroicidade recorrente redunda na mediania persistente. Ainda assim, insistirá sempre.
Rancor
Carregada de rancor, avança pelo corredor com as mãos a segurarem um copo de café e na outra um copo de água. Com dificuldade consegue contrariar a vontade de esmagar os copos. Não fosse queimar-se com o café e ter que limpar o chão, tudo estaria irremediavelmente espalhado no chão e, se possível bem salpicado. Um ódio irracional e quase primordial invade-a e pulsa-lhe sangue para as órbitas carregando ainda mais o olhar. Num ápice, e sem ser necessário qualquer razão estará capaz de explodir numa qualquer cena que, irremediavelmente terminará numa descontrolada crise de choro.
Duas questões subsistem. Definir o culpado e definir a razão da culpa. E, para o caso, nem é preciso ir muito longe, basta recorrer aos ódios de estimação e haverá sempre razões de sobra.
Há razões cósmicas que perdem a necessidade de serem racionalmente comprovadas, são motivos que estão para além do que quer que seja que se possa acrescentar ou justificar. Há quem lhes atribua a motivação como actos de fé, residindo, pois, numa zona de adesão por uma estrutura emocional que gera energia suficiente para amar ou odiar, como o presente, sem mais. E, com o tempo, este ódio acaba por se auto-alimentar num crescendo onde tudo e qualquer coisa, até uma ausência de haver coisa serve para crescer esse sentir. E, nesse tempo decorrido, a ficção vai ganhando a estrutura de base que nunca existe para sustentar esse sentir.
Há, também, quem afirme que esses ódios de estimação, podem esconder a castração e negação do sentimento inverso, ou seja, o esforço de contrariar uma afeição. A observação de equilíbrio de energias pode ajudar esta teoria, pois que a força negativa de contrariar um sentimento positivo obrigará a que o corpo se liberte dessa energia.
Mais tarde volta à máquina de café e, continuamente rancorosa, prefere não cruzar o olhar e confirmar o caminhar, passo após passo, certificando que caminhando assim não levanta o pensamento para outros temas.
Há, ainda, uma terceira via. A questão da especificidade do género feminino que num nada consegue, em nanossegundos produzir a mais infernal tempestade tropical. Pode ser, sobretudo porque estas, como está comprovado cientificamente, acontecem pelo aquecimento excessivo de algum ponto a milhares de quilómetros de distância. Uma versão mais polida da explanação anterior, só que vagamente sexista.
Curiosamente uma conversa com umas graçolas de entremeio acabam por funcionar como aquele pequeno objecto da panela de pressão...
Duas questões subsistem. Definir o culpado e definir a razão da culpa. E, para o caso, nem é preciso ir muito longe, basta recorrer aos ódios de estimação e haverá sempre razões de sobra.
Há razões cósmicas que perdem a necessidade de serem racionalmente comprovadas, são motivos que estão para além do que quer que seja que se possa acrescentar ou justificar. Há quem lhes atribua a motivação como actos de fé, residindo, pois, numa zona de adesão por uma estrutura emocional que gera energia suficiente para amar ou odiar, como o presente, sem mais. E, com o tempo, este ódio acaba por se auto-alimentar num crescendo onde tudo e qualquer coisa, até uma ausência de haver coisa serve para crescer esse sentir. E, nesse tempo decorrido, a ficção vai ganhando a estrutura de base que nunca existe para sustentar esse sentir.
Há, também, quem afirme que esses ódios de estimação, podem esconder a castração e negação do sentimento inverso, ou seja, o esforço de contrariar uma afeição. A observação de equilíbrio de energias pode ajudar esta teoria, pois que a força negativa de contrariar um sentimento positivo obrigará a que o corpo se liberte dessa energia.
Mais tarde volta à máquina de café e, continuamente rancorosa, prefere não cruzar o olhar e confirmar o caminhar, passo após passo, certificando que caminhando assim não levanta o pensamento para outros temas.
Há, ainda, uma terceira via. A questão da especificidade do género feminino que num nada consegue, em nanossegundos produzir a mais infernal tempestade tropical. Pode ser, sobretudo porque estas, como está comprovado cientificamente, acontecem pelo aquecimento excessivo de algum ponto a milhares de quilómetros de distância. Uma versão mais polida da explanação anterior, só que vagamente sexista.
Curiosamente uma conversa com umas graçolas de entremeio acabam por funcionar como aquele pequeno objecto da panela de pressão...
Pensando vidas
A volatilidade das relações reflecte várias alterações como o homem vê o mundo e nele se projecta. As separações multiplicam-se e poucas resistem ao tempo. Seguramente que é uma alteração da consciência do homem que tenderá a sobrepor a sua necessidade de prazer a qualquer outro objectivo.
O ponto, contudo, que me preocupa é a fertilidade. Cada vez mais apenas as primeiras relações procriam, ou seja, só num relacionamento que acontece na idade mais fértil do casal gera filhos, que rondará, grosseiramente, entre os 25 e os 35. Após esse tempo, tende a ser diminuto a gestação em novos casais. Ora se um dos elementos deste novo casal ainda não gerou a sua procriação tenderá a exercer essa função a ou aos filhos da relação anterior. Lastimavelmente conheço algumas pessoas que cabem nesta fotografia. E, por azar, chegaram tarde.
E, escudando-se em todas as razões, acredito que alguém, nestes casos, passará o resto da vida a suprimir uma falta. É natural ao bicho homem procriar e zelas pelas suas crias.
O ponto, contudo, que me preocupa é a fertilidade. Cada vez mais apenas as primeiras relações procriam, ou seja, só num relacionamento que acontece na idade mais fértil do casal gera filhos, que rondará, grosseiramente, entre os 25 e os 35. Após esse tempo, tende a ser diminuto a gestação em novos casais. Ora se um dos elementos deste novo casal ainda não gerou a sua procriação tenderá a exercer essa função a ou aos filhos da relação anterior. Lastimavelmente conheço algumas pessoas que cabem nesta fotografia. E, por azar, chegaram tarde.
E, escudando-se em todas as razões, acredito que alguém, nestes casos, passará o resto da vida a suprimir uma falta. É natural ao bicho homem procriar e zelas pelas suas crias.
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Mais uma curta com spicy
O pequeno murmúrio que sopras ao meu ouvido pode conter todas as palavras mas o que mais me diz, e me toca, é a proximidade dos teus lábios que, humidamente deixam entrar um calor capaz de me provocar um arrepio de cima a baixo, retesando a pele e deixando-me pronto para o jogo eterno.
Com o braço percorro as suas costas para a prender junto a mim. E os meus olhos caem completamente no sempre generoso e confortável decote onde as minhas mãos, zelosas, se prontificam para os recuperar.
E, no escuro dos olhos fechados voltamos à cumplicidade da história que se repete desde o princípio do tempo, suspendendo-o.
Com o braço percorro as suas costas para a prender junto a mim. E os meus olhos caem completamente no sempre generoso e confortável decote onde as minhas mãos, zelosas, se prontificam para os recuperar.
E, no escuro dos olhos fechados voltamos à cumplicidade da história que se repete desde o princípio do tempo, suspendendo-o.
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ouvido por aí
"Oiço a primeira música de Natal do ano e pergunto-me como podería ser esse Natal se fosse o nosso?"
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Voltar aos aforismos
Curiosamente é no chão do cemitério que melhor nascem as flores...
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Mais cartaz
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domingo, 5 de novembro de 2017
Iniciando
Estava estendida ao Sol bebericando um sumo pela palhinha
longa e fina. Estendia-se toda abanando com um frenesim nervoso as barbatanas
da cauda. Adorava ver as pequenas pedras e pedaços de rocha a saltarem e
esvoaçar, Deitava a cabeça para trás e batia as sua longas e finas barbatanas
laterais como se tivesse a bater palmas. Era, aliás um gesto que fazia sempre
que se ria ou estava satisfeita. Podia ser apenas um palma sonora, ou várias
repetidas. Aplaudia-se basicamente. Depois deixava as barbatanas paradas,
focinho meio inclinado e agradecia com os tremelicar das pestanas as palmas
recebidas.
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