sexta-feira, 7 de julho de 2017

"Eu é que sou a que sabe".

"Eu é que sou a que sabe".

Frase típica do género feminino que, seja em que situação fôr, sintetiza a sua determinação perante o mundo. Obviamente que jamais se trata, a rigor, numa tema relacionado com sabedoria, sageza ou, até, intuição. Por regra reduz à necessidade de ver o mundo de acordo com os seus desejos e, sobretudo, caprichos.
Não vale a pena discutir, fazer enquadramentos históricos, fazer provas de física, matemática, regras lógicas ou exercícios filosóficos sobre a raiz do pensamento e de como a dedução, exigência ou posição resulta de uma absurdo.
É uma expressão do género. Aquela coisa que alguns acham que não existe, que é livre, que é optável, que reside numa mera opção sociológica ou educacional. Não, e com todo o respeito pelas doutas opiniões ( opiniões, reforço) o género reforça-se, faz-se, pensa e é pelos actos que produz. E o supra exposto é um desses.
Poderá, no entanto, com o tempo fazer alterações. E aqui o facto tempo não é minimamente importante, dependerá, apenas da distância da circunstância que levou à tomada de posição. Um nada de reflexão com o ambiente adequado e sem pressão, ela rapidamente muda de posição mais sensata, pois entende, também que a raiz da sua posição era meramente uma posição de afirmação pessoal e não do conteúdo que afirmava.
A mudança também dependerá do valor que o homem dê à opinião que foi emitida. Se desprezar e se desinteressar do assunto por completo, tudo falecerá à razão do micro-segundo. A mulher queria afirmar a sua posição para ser ouvida, para chamar a atenção do seu homem para ele confirmar que ela é a mulher dele. Caso o homem corra qualquer intenção de debater, discutir, dar, no fundo, qualquer relevo à opinião emitida, será, irremediavelmente, agredido numa série de argumentos que, na pior das hipóteses chegarão à mãe dele. Ela não quer discutir, é insensato tomar as palavras dela como uma fonte de discussão, ou o que disse, uma afirmação de vontade. É, tão somente, linguagem cifrada que pede um pouco de desinteresse para que ela o possa cativar novamente.
As mulheres orgulhosas levam mais tempo a entender isto, mas acabam por o fazer. E, com o tempo, mesmo nestas, a insistência na opinião diminui.

É bom que não se confunda estas opiniões com questões importantes, pois nessas talvez seja melhor tomar posição caso contrário de natural macho alfa se passa a imbecil.

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