sábado, 8 de julho de 2017

Entre poema e curta

Tomas o meu braço e nele descansas os teus dedos finos.
Olho para esse braço e gravo esses passar de dedos.
Sabes o que entendes com esse passar dos dedos, Mas não tens força para manteres essa ignição e logo afastas.
Voltas ao costume, ao usual. Defensiva. Com receio.
Mais tarde, e porque acompanhado, voltas a uma marcação. Dirás posição.
O tempo escoa. Não tens segurança. Não tens certeza. Temes.
O tempo passa ainda mais.
Devolves agressão. Lenta, dissimulada, disseminada.
É o peso da frustração.
Da tua impossibilidade.

E volto a saco de boxe.
Outra vez.
Todas as vezes.
Sempre.

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