segunda-feira, 3 de julho de 2017

curta da segunda

Numa ansiedade crescente, chega antes da hora. Criança, infantil, espera, ansiosa, a volta de férias do seu encanto. Ela olha, espera e desespera. Tem vontade de rir mas ele não conta nenhuma piada. Tem vontade de largar a sua emoção de dias a fio da sua ausência e nada mais que umas cócegas....
E, apesar do intencional decote, sugestivo de um deleite sensual, de uma emoção que se agarra com as mãos cheias em modo de acolhimento, nada acontece, nada se passa, apenas umas míseras cócegas...
Com frémito no olhar, com expectativa na narrativa, onde se propõe a ser a substituta de qualquer aventura, suspira amargamente a narrativa da aventura profundamente desinteressante. Insubstante...

Olha em redor... predador de ausências recolhe as suas presas de eleição.

Mais que compensação, acabam por ser, à distância, razões da sua triste e injustificável opção...

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