domingo, 25 de junho de 2017

Madrugar

Corro para a madrugada
Quando a luz,
Um azul que se fazendo,
Desenha o ar
Deixando ver
E reconhecer.

Antes que o tempo avance
E, de novo,
E me furte a promessa,
A possibilidade de vir a ser.
Uma penumbra que, devagar,
Se vai desfazendo,
Como uma ilusão.

A aurora é uma ar,
Um brisa renovada
Que se expande
Fresca e nova
E se multiplica
A cada inspiração.

Tento parar o tempo,
E aumentar a impressão
De cada cor que se abre,
Cada sombra que revela
E futuro que se abre.

A cada dia que recomeça
Sou eu todo que volto
Para insistir em ser
A minha possibilidade.
Na frescura aromatizada
De uma luz que me ilumine.

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