domingo, 25 de junho de 2017

Lendo 231

"Claro que isso só se alcança à custa de poderosos ingredientes, carnes bem criadas e bem talhadas, francas gorduras, vinhas d'alhos de alquimia secular, mas também pela aplicação do bom senso e desdém das patetices da modernidade."
J. Rentes de Carvalho in Trás-os-Montes, o Nordeste, Fundação Francisco Manuel dos Santos, Lisboa Maio de 2017, pág. 53

Coisas que não me canso de repetir. Os tempos actuais vivem o vício de uma modernidade vazia, sem fundamento e sem efectiva novidade. Pretendem, tão somente, viver um experimentalismo que surpreenda os sentidos e as emoções. Colocam, sistematicamente, a mente a anos de distância para não se incomodarem com a reflexão do seu entendimento das coisas e do mundo. Quem consegue hoje pensar-se a terminar o dia às 6 da tarde e ocupar o tempo até serem horas de dormir com leitura, pintar, conversar, fazer trabalhos com as mãos, demorar-se apenas a olhar e a pensar?

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