sexta-feira, 19 de maio de 2017

E a conculsão

Estava a escrever uma história de amor e, num momento em que ele se emociona com a ideia peuril de uma conquista, ela, com a mesma intensidade, lastima-o.

Já não há história pois não há amor, nem afecto, nem inclinação. Apenas tempos comuns.

Devaneio

E ela sai... E leva consigo, naturalmente, as suas exuberantes mamas.....

Há lá coisa mais ficcionável que o peito generoso de uma mulher que o exiba com orgulho e alguma generosidade? Qualquer homem faz logo, não um mas vários filmes e todos tão rápidos e fugazes que desaparecem no segundo seguinte. Fica apenas um sorriso na alma.

sábado, 13 de maio de 2017

Tempos tempo

Retornam, agora, aos 3 F's de Salazar. A Fé, a Alma e os costumes colectivos. Andou, a esquerda, como em tantas outras fantasias, a vender uma mentira para construir uma ilusão fantástica de Salazar e do Estado Novo. Hoje, curiosamente, é a população, o povo, os trabalhadores que se revêm nos ditos 3 F's de Salazar. No fundo, sempre foram os seus. A mentira, como diz o ditado, tem uma perna curta. Falta desmascarar as restantes. Temos tempo. A Verdade pode tardar, mas não falha.

Nada

Perdi as letras
As mãos e os sentidos
Desliguei-me por dentro
Fiquei aos pedaços.

Havia um todo
Uma continuidade imaterial
Que ligava o que era importante
Fiquei, apenas, desligado.

O tempo passou a cortes
Acontecimentos apenas
Coisas desligadas
Portanto, sem sentido.

O espaço ficaram lugares
Ilhas que se visitam
Entre mares vazios
Onde nada existe.

Perdi-me, algures,
Numa qualquer caminhada
Que, fatalmente,
Me trouxe a este nada.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

O corpo feminino


É sempre um encanto.

Um retrato


O rosto humano é sempre um desassossego. E, com variações no mesmo tom também não ajuda. Ainda assim menos mal.

Testes de relevo


Aplicando claros e escuros para dar a ideia de relevo. Apesar do pouco rigor na aplicação da cor, de modo a obter uma graduação sucessiva da suposta tonalidade da parede, o contraste claro/escuro permite supor uma morfologia.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Aguarela


Desenho a partir de uma foto no computador. Não foi utilizado lápis. No joelho, o traço foi um descuido que, por ser aguarela e a preto é extretamente difícil de corrigir.

terça-feira, 9 de maio de 2017

De uma amiga



E se o céu fosse amarelo


Mais um esboço/estudo


Equilibrado. Objectivo cumprido.

Testando um pincel


Feito com um pincel largo comprado no museu Grão Vasco. Fiquei surpreendido com a leveza das cerdas.

E o meu imaginário segue sempre para o Oeste e as suas encostas junto ao mar.

Tipo frases do Facebook


Para gostos diversos.

Obviamente que feito no PC era mais limpo, mais homogéneo, mas a mão, sobretudo a minha, é sempre o que é.

Tentado conceptrualizar



As cores representam algo, mas não consegui o que queria. Ficam uns registos interessantes nos castanhos. A mancha vermelha expandiu-se de modo curioso e, novamente o castanho entrou no azul com harmonia e alguma estática.

Uma experiência grosseira de fé.


Uma experiência grosseira de fé.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

A herança é um karma

Quem sai aos seus é uma frase cruel, contudo carregada de verdade. Mas aquele que repete os erros grosseiros dos seus sem crítica, sem razoabilidade, sem reconhecer o que faz, torna-se duplamente mais errado. Conhece e reconhece o erro, mas insiste.

Falta apenas quebrar o escadote do orgulho para se reconhecer.

sábado, 6 de maio de 2017

Para o sempre do costume

Fui ao fim da rua
Para te saudar
E, também, te rever...
Fui, acreditando,
Não tanto em ti,
Menos ainda na tua vontade,
Mas naquilo que, talvez,
Se quisesses mesmo
Poderia ser.

E fui, na mesma...
Insisti, como sempre,
Como o voltarei a fazer.
Fui e volto a ir
Ao fim da rua
A fim de todas as ruas
E, sei, que nunca,
Nunca te irei ver
Menos ainda,
Te rever.

Um dia,
Seja ele qual for,
Em que momento acontecer
Onde quer que seja
As ruas serão as mesmas.
Quem sabe se lá,
Nesse algo,
Nesse tudo, dizem,
Nos encontremos.

E chegaram as tangerinas



em caminho



Primeiro borrão




quarta-feira, 3 de maio de 2017

O efeito do elogio

Cedo na minha vida descobri que das piores coisas que se pode fazer é elogiar uma pessoa menos dotada intelectualmente. É que, irremediavelmente, abrem uma caixa de Pandora assustadora. E esta é uma das razões que suspeito sempre do que digo depois de me elogiarem.

O passado

O tempo é como um cilindro que vai comprimindo tudo de modo a que apenas se fique com um fina ideia do que se passou. E por ser assim fina, cada um vê no passado o que quer ver. Se esse passado for colectivo o diagrama de tons expande-se inimaginavelmente. Chega mesmo a tons que incapazes de serem vistos pelo olho humano.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Desmontando

Ao desmontar uma casa
Desmonto-me também...
São mil peças,
Mil coisas,
Mil pedaços
E tantos outros sonhos
E possibilidades...

Presos, agora,
A cem metros quadrados amontoados
Que perdem todo o sentido.
Passam a ser aquilo que são
Coisas empilhadas
Sem o sonho que tinham
A poder vir a ser.

Nunca chegamos a ser
Todas essas intenções
Mas fomos essa vontade
De ser, sonhar e fazer
Um pedaço de céu.

E, aos poucos, eu sei,
A voracidade do tempo
Sarará esta separação
Esta ausência
E encherá outro espaço
Que será mais um afecto
Que fica no caminho.

Quase carvão


desenhando


desenhando