domingo, 30 de abril de 2017

Última manhã de Abril

Acordo cedo nesta última manhã de Abril com o barulho das gotas mais cheias a tombar sobre a caixa da persiana. O ditado confirma-se e e chovem águas mil. Levanto-me do morno da cama e, num andar silencioso, vou repetir os hábitos de sempre ao acordar. Vou sentindo, aos poucos os pés a arrefecerem e a pedirem de volta as pantufas quentes que já quase se tinham arrumado, bem escondidas debaixo da cama. E nas restantes voltas matinais, não são só os pés que arrefecem. O cinzento do céu confirma a sentença de voltar para a cama. Só para me aquecer um pouco...
Dormes ainda.
Como nos aqueceríamos se não dormisses. Ao menos mantém quente o teu corpo.

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