segunda-feira, 6 de março de 2017

Salva-te!

Outrora o azul dos teus olhos
Traziam-me uma maresia
E um céu imaculado
Numa manhã de promessas...

O dia já quase finda
E o azul dos teus olhos
Acinzentou-se
E pior que chuva
São apenas um vazio.

Pudesse ser um nevoeiro,
Um mancha espessa,
Temporária,
Que escondesse um mar
Que voltasse a ter vida.
Mas apenas lhe corre
A agonia do dia
Para o negrume do nada.

Acorda!
Corre!
Foge!
E salva-te!

É por ti,
Apenas por ti.
Ninguém merece
Ir morrendo assim.

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