quinta-feira, 9 de março de 2017

Lendo 218

"(...) o sangue como dizia o Padre António Vieira, "é o que Deus dá a cada um sem eleição de quem o tomou."
Pedro Calafate in Portugal, um perfil histórico, Fundação Francisco Manuel dos Santos, Lisboa 2016 pág, 69

É imenso entender o sentido desta frase do jesuíta ( 1608 - 1697) que nos obriga a uma dimensão completamente diversa da vida que temos. Muito do que somos, somos pelo acaso da nossa circunstancialidade que, obviamente para os crentes, se funda na liberdade do Criador. E isto obriga a uma aceitação em primeiro momento. Somos esta circunstância. Depois uma reflexão no nosso devir e na nossa liberdade individual. O que queremos ser.
Ninguém nasce preto por opção ou homem por opção ou de que género por opção. É da liberdade do Criador. E cabe a cada um de nós saber utilizar os instrumentos que nos são dados. É, mais uma vez, e sempre!, a dimensão moral do homem. O seu destino.

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