segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Ao dia que nasce

Lá fora o dia nasce lentamente. Aos poucos o céu ganha tons progressivamente mais claros. A luz da rua, amarela, vai diminuindo a sua auréola. Eu continuo a olhar para a janela e a confiar que o dia novo seja maior que ontem, mais luminoso e mais esclarecedor.
É assim nos primeiros dias do ano. Entra na minha reflexão a insistência de um dia melhor, de um mundo melhor e, sobretudo de um eu melhor. Não consigo dissociar a ideia de qualquer coisa melhor sem que o meu eu seja melhorado antes, durante e depois. Somos sempre uma história inacabada e cheia de um sem número de detalhes cuja expressão nem sempre se ajusta ao melhor que podemos ser e fazer. E esse é o verdadeiro esforço do novo ano, do novo dia, de cada momento.

Veremos e confiemos que o amanhã seja melhor que hoje e muito melhor que ontem. Haja fé. Pelo menos em nós.

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