quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Mesquinhez humana

O ano finda e, por regra, as pessoas fazem retrospectivas e com base no reconhecimento de muitos dos seus erros, enganos e faltas de virtuosismos, aprestam-se a programar alterações que lhes façam superar tudo o que se deixou atrás mencionado. É um acto de fé no futuro e na renovação.

Acontece, todavia, que alguns preferem promover nestes tempos o reforço dos seus erros, a manutenção dos seus enganos, a insensatez da provocação gratuita. E tudo fazem na suposição que existe uma parede que ninguém entenderá nunca o quão deselegante e desclassificado é o seu comportamento. Desentendem que a verdade é tão pura e cristalina que se separa naturalmente do azeite.

Ficamos, pois, no final do ano, numa exibição gratuita de mesquinhez. Coisa triste para carregar nos últimos dias de 2016. Coisa feia para se levar para 2017.

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