terça-feira, 29 de novembro de 2016

Lendo 193

"O que realmente morre é a imagem colectiva do passado"
Lawrence Durrell in Monsieur ou o Príncipe das Trevas, ed Difel, Lisboa, 1984, pág15

O tema do devir colectivo mais próximo só com o tempo serena e ganha sentido mais definitivo. Até lá sucedem-se um sem número de ideias que se ultrapassam. E é esse devir do mundo, do nosso mundo que morre todos os dias. As justificações de cada dia mudam, desenvolvem-se, alteram-se e ganham outros conteúdos a cada dia que passa, perdendo-se no tempo o motivo inicial do que levou a todo o devir. E tudo porque somos sempre devir, e estamos sempre a intervir nesse mundo. Nada cessa e se cristaliza num ponto.
Se a história for efectivamente relevante, sobrepor-se-à aos afectos e justificar-se-à.

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