segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Do conto ao romance... ou ao drama?

Conversavam sem passado. Apesar de se saberem num caminho comum, sabiam que partilhavam uma estreita berma. Não era o centro de nada, apenas um percurso lateral construído de um afecto que se foi solidificando. Conversavam sempre sobre o eu que se projecta e se ambiciona. Havia futuro, desejo de outro mundo, desejo de liberdade e de autenticidade. E esse trilho brilhava por entre os olhares. Poderá haver, um dia, algo mais que encontros de afecto? Passariam a caminhar na berma, ou passaria a berma para o centro da vida? E, nesse tempo, como integrar o passado e passar a fazer consequência? Como passar a fazer história? A deixar de ser um conto para ser um romance.

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