domingo, 30 de outubro de 2016
Quando a roda ovaliza
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sexta-feira, 28 de outubro de 2016
Anseio
Anseio
Com funda ansiedade
O retorno sem que vá,
Sem que saia,
Nem que me aparta.
Em cada lugar falta
O meu lugar
E esse, não sei onde é.
Dele saí quando me nasci
E, talvez, a ele apenas retorne
Quando deixar de poder ir.
Com funda ansiedade
O retorno sem que vá,
Sem que saia,
Nem que me aparta.
Em cada lugar falta
O meu lugar
E esse, não sei onde é.
Dele saí quando me nasci
E, talvez, a ele apenas retorne
Quando deixar de poder ir.
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Do meio do caminho
Do meio do caminho
De onde recolho aqueloutra
imensidão de pedras,
Acabo por tropeçar
Nas do costume.
Não que sejam as mais pesadas,
As mais sujas
Ou as mais difíceis,
São, simplesmente, aquelas,
Que sendo o que são,
Sou eu todo nelas.
E não há como dizê-las,
Nem como explicá-las.
São a reincidência
Da minha originalidade.
De onde recolho aqueloutra
imensidão de pedras,
Acabo por tropeçar
Nas do costume.
Não que sejam as mais pesadas,
As mais sujas
Ou as mais difíceis,
São, simplesmente, aquelas,
Que sendo o que são,
Sou eu todo nelas.
E não há como dizê-las,
Nem como explicá-las.
São a reincidência
Da minha originalidade.
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sábado, 22 de outubro de 2016
Dúvidas
Quando a sabedoria e o conhecimento são pela sua natureza oligárquicos ( vão diminuindo em número quanto maior concentração destas), porque é que o poder há-de ser democrático?
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Paradigmas
Quando se responde com uma imagem, que mais pode haver para conversar?
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terça-feira, 18 de outubro de 2016
Quis-te
Quis-te
Tal como se quer o céu,
O Mar
E o Sol todo.
Quis-te
Como se fosse um sonho
Onde se perdura
Sem nexo ou fim
Quis-te
Como sequer
O princípio sem fim
Um eterno instante
Quis-te
Sem corpos
Sem lábios
Ou tempo
Quis-te
Em mim,
Sem palavras
Apenas sendo.
Tal como se quer o céu,
O Mar
E o Sol todo.
Quis-te
Como se fosse um sonho
Onde se perdura
Sem nexo ou fim
Quis-te
Como sequer
O princípio sem fim
Um eterno instante
Quis-te
Sem corpos
Sem lábios
Ou tempo
Quis-te
Em mim,
Sem palavras
Apenas sendo.
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Desenhando
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Dá-me o meu silêncio
Dá-me o meu silêncio
Nada me peças
Deixa-me ficar
Olhando para dentro
Dá-me o meu silêncio
Não peças para ir,
Para fazer,
Ou necessitar.
Dá-me o meu silêncio
Quero apenas olhar
Para onde haja mar
Um Sol a cair.
Dá-me o meu silêncio,
As minhas palavras mudas,
A minha circunstância
E o meu tempo.
Dá-me o meu silêncio
Nada me peças
Deixa-me ficar
Olhando para dentro
Dá-me o meu silêncio
Não peças para ir,
Para fazer,
Ou necessitar.
Dá-me o meu silêncio
Quero apenas olhar
Para onde haja mar
Um Sol a cair.
Dá-me o meu silêncio,
As minhas palavras mudas,
A minha circunstância
E o meu tempo.
Dá-me o meu silêncio
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Curto
Quis cheirar a tua pele
Reter o teu sal
E nesse aroma que me perde
Reter-me infinitamente.
Reter o teu sal
E nesse aroma que me perde
Reter-me infinitamente.
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Até já
Levanta-se e diz:
- Até já!
Tomara que assim fosse.
Que fosses apenas a um qualquer lado,
Tratar de um qualquer assunto
E logo retornasses.
E que, quando chegasses,
Trouxesses toda a saudade que deixaste.
Mas foste depressa.
Rápida e acelerada.
Nem olhaste para trás.
E de que servem
Todas estas palavras
Se quando voltares
Não vais ficar.
- Até já!
Tomara que assim fosse.
Que fosses apenas a um qualquer lado,
Tratar de um qualquer assunto
E logo retornasses.
E que, quando chegasses,
Trouxesses toda a saudade que deixaste.
Mas foste depressa.
Rápida e acelerada.
Nem olhaste para trás.
E de que servem
Todas estas palavras
Se quando voltares
Não vais ficar.
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Mais uma vez
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Desenhando
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quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Indo ao limite
Tentar agradar para obter um benefício. Esta é a síntese do mundo moderno. Podendo, no limite, dispensar até a vontade de agradar. Bastará mesmo a tentar agradar-se.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2016
Um desenho perdido
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Lendo 192
"A moda em literatura é a pior de todas"
Agustina Bessa-Luís, in Fanny Owen, Guimarães, Lisboa, 1997, pág 24
Agustina Bessa-Luís, in Fanny Owen, Guimarães, Lisboa, 1997, pág 24
Adoro esta ideia que a moda é algo negativo. É maravilhosa. Será por a moda ser uma ideia de massas e não um acto individual e reflectido? Quando as opções são alheias à vontade do eu mas advêm da turba invisível que determina uma regra. Um caminho para o indivíduo que se perde. Passa-se a ser apenas uma cópia, uma versão, uma repetição, no fundo.
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Lendo 191
"A má memória é essencial para escrever romances e para os poder viver; na vida e nos romances, tudo se repete.
Agustina Bessa-Luís, in Fanny Owen, Guimarães, Lisboa, 1997, pág 12
A ideia de má memória é peculiar. É quando da realidade, das coisas se extrai um romance. Não sei se a tenho. Também ainda não escrevi nenhum romance.
Agustina Bessa-Luís, in Fanny Owen, Guimarães, Lisboa, 1997, pág 12
A ideia de má memória é peculiar. É quando da realidade, das coisas se extrai um romance. Não sei se a tenho. Também ainda não escrevi nenhum romance.
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Insistindo
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terça-feira, 11 de outubro de 2016
Do Verão
E, apesar do Sol,
A areia já não me aquece.
Fico com os pés frios
Enterrados na tua ausência.
O dia cedo termina
Noutra melodia do mar
É esta humidade tola
Que se pega à minha alma
Assim que acaba o Verão.
A areia já não me aquece.
Fico com os pés frios
Enterrados na tua ausência.
O dia cedo termina
Noutra melodia do mar
É esta humidade tola
Que se pega à minha alma
Assim que acaba o Verão.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2016
domingo, 9 de outubro de 2016
Árvore genealógica de Jesus
No tecto da Capela da Fábrica da Vista Alegre em Ílhavo.
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Detalhes da Capela da Fábrica da Vista Alegre em Ílhavo
Uma capela lateral.
O detalhe da pomba do Espírito Santo para inspirar o sermão.
Detalhe da pintura da parede da Sacristia
O túmulo do Bispo Manuel Moura Pedro que mandou construir a capela no século XVII.
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sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Fundamental
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segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Lendo 190
"O sol às vezes é um barco."
Maria Alexandre Dáskalos, in Do tempo suspenso, Editorial Caminho, Lisboa 1998, pág 10
Não sei se é a luz, ou o calor, mas que o Sol me transporta na vida, disso não tenho qualquer dúvida. E a ausência dele afunda-me.
Maria Alexandre Dáskalos, in Do tempo suspenso, Editorial Caminho, Lisboa 1998, pág 10
Não sei se é a luz, ou o calor, mas que o Sol me transporta na vida, disso não tenho qualquer dúvida. E a ausência dele afunda-me.
Lendo 189
"Meu corpo
é um tear vertical
onde deixaste cruzadas
as cores da tua vida."
Ana Paula Tavares, in Dizes-me coisas amargas como os frutos, Editorial Caminho, Lisboa 2011, pag. 17
Coisa muito feminina o uso da imagem do corpo nos poemas. Tenho algumas dúvidas e muito poucas certezas sobre esta utilização. Será o homem apenas um pénis? E a mulher terá ela direito a todo o corpo? Algo redutor
Vícios de pensamento
é um tear vertical
onde deixaste cruzadas
as cores da tua vida."
Ana Paula Tavares, in Dizes-me coisas amargas como os frutos, Editorial Caminho, Lisboa 2011, pag. 17
Coisa muito feminina o uso da imagem do corpo nos poemas. Tenho algumas dúvidas e muito poucas certezas sobre esta utilização. Será o homem apenas um pénis? E a mulher terá ela direito a todo o corpo? Algo redutor
Vícios de pensamento
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