quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Refazendo-me mais um pouco

Descobri uma mulher disposta a amar porque fora desamada. Mas para seu sofrimento queria amar num sentido em que fosse impossível amar o objecto amado. Era amar sem reter, um certo amar egoísta e apenas ao seu modo. Amar sem intimidade, sem entrega. Queria amar sem entrega, compromisso ou futurizar amanhãs assim como quem deita conversa fora,. E não é que alguém apanhou essa conversa?

Agora, coitada, ama. E desgostosa desse amor que não queria e para o qual não tinha apetite. E deseja, para si, a tranquilidade de não ter amor! Futuriza sem futurizar e amar sem amar. Ficou como uma árvore que secou mas ainda assim sobrevive ao tempo com vaga e ténue folhagem. É uma árvore de Outono.

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