quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A guerra das mamas

Um grupo de mães vai fazer um "desfile" de amamentação em público em várias cidades com o intuito de mostrar ( não as mamas, evidentemente) a inocência do modo natural da alimentação maternal.

Concordo e concordarei sempre com a amamentação. O caso, todavia, quererá me parecer ser outro.

As mamas, seios, peito ou o que lhe quiserem chamar é, de longe, a imagem mais erótica, mais sexual, mais marcante do corpo feminino. Essencialmente porque apenas elas as têm e porque são, inegavelmente absolutamente sedutoras. A confusão que se estabelece é simples. A publicidade vende-nos decotes sublimes, maciços soberanamente generosos, arcos de textura de veludo, curvas de uma divina inclinação onde se admite a mais quente e agradável textura de pele. Um êxtase em pleno. E vende isso em tudo. As mamas são o centro de um imenso mercado, são o fenómeno de êxito de qualquer produto, um chamariz que nunca acaba, nunca cessa, nunca se perde.

Há homens, coitados, que na visão de uma bébé a chupar um mamilo para obter a sua refeição, ficam de tal modo de cabeça perdida que agem nos antípodas do seu desejo natural. E, depois de bramarem contra isso, ficam de boca aberta e olho preso num decote.

Não tem solução. São o mistério do ser humano e o enorme poder das mamas.

Nota: As mamas merecem uma reflexão filosófica muito para além desta pequena observação quase humorístico. Elas, as mamas, conseguem ter mais poder que as mulheres que as transportam. Um homem pode-se perder pelas mamas e não pela mulher. Bizarro, mas absolutamente definitivo.

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