domingo, 3 de julho de 2016

Lendo 166

"Que o tempo mata em nós o amor, tudo nos parece pequenino e ridículo, mas a verdade é que o amor é dos poucos sentimentos que libertam o homem da sua triste condição vegetativa."
João Gaspar Simões in Eduarda, colecção Novela, Lisboa 1942, pág 15

Em completa harmonia nas duas vertentes desta frase de JGS. A primeira, que o tempo mata o amor. Apesar de o amor ser um sentimento sem tempo, ser próprio da eternidade, um amor que não se cuida, que não se mima, morre irremediavelmente.

O homem sem pulsão afectiva é uma coisa que se arrasta atrás dos dias e das noites sem delas recolher nada que o justifique.

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