Existe no imaginário de algumas meninas a história da princesa e da ervilha. A história de modo resumido é a seguinte. A Rainha Mãe, com dúvidas na origem da potencial nora, põe na cama onde esta dormirá um ervilha debaixo dos 13 colchões ( o número não é relevante). No dia seguinte a princesa queixa-se que dormiu horrivelmente pois havia qualquer coisa que a impossibilitava de ter o sono que ela, princesa, estava habituada.
Esta ideia, no fundo, confirma em cada criança menina que ela transporta em si a capacidade de ser princesa e qualquer circunstância, qualquer ervilha que a coloque à prova, será sempre isso mesmo, algo que a coloca à prova e não a sua natureza. Em resumo pressupõe a confirmação da dignidade de cada um e que por mais que a afrontem, uma princesa é sempre uma princesa.
Todavia, esta coisa dramática do todavia!, é que princesas sempre foram poucas e, no fundo, quem nasceu para ser serviçal sempre será isso mesmo, serviçal. Não procure ervilhas, tome-se como serviçal e não calce sapatos que não estão aptos aos seus joanetes.
Sem comentários:
Enviar um comentário