quarta-feira, 15 de junho de 2016

Lendo 154 Poesia e não só

"Entre nós e o futuro há arame farpado.
(..)
Como esperara agora o inesperado?"
Manuel Alegre, "Patria Minha" in Bairro Ocidental, Dom Quixote, Lisboa 2015, página 13

Escreve o poeta num sentido de futuro e de pátria que, diferindo na essência e no projecto da minha, se reúne na ideia da necessidade de se voltar a um centro colectivo comum.
Naturalmente que atribui a causas externas, à Europa, a Berlim, às empresas de rating e outras miudezas. Ao fundo, lembra que alguém por trinta dinheiros nos vendeu. E, depois, pede Mar...

O Mar fica a ocidente, a poente...
Quem vendeu por 30 dinheiros, vendeu tudo, o passado, o presente e o futuro. Trouxe uma pacotilha de ilusões e modernidades. Trouxe o socialismo por troca do individuo. 

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