quarta-feira, 11 de maio de 2016

Haverá futuro?

Vivemos num tempo em que nada importa ao chamado mainstream ( a mediania). Só as margens são apoiadas, toleradas, incentivadas, estimadas e estimuladas.
Se algo não for suficientemente diferente, ninguém toma a devida atenção. Acontece, todavia, que a vida daquilo que hoje temos como o homem é o resultado de uma lenta e progressiva evolução ou mudança.
No tempo presente tudo tem que ser agora, já!, completamente e, sobretudo ininterruptamente. Não há ninguém disposto a avaliar as consequências no agora e no hoje e muito menos no futuro. O futuro cessou de existir. O homem só está no agora.

Consequência filosófica deixou de haver espaço para pensar a saudade, pois esta só tem sentido na futurização do passado, acto reflexivo que se projecta do tempo inicial no fim do tempo, ou seja no paraíso.

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