sexta-feira, 29 de abril de 2016

Poesia para quem apanhar

E ela soube
E depois pensou
Era mesmo assim
Tal como disseram
E depois chorou
Perdeu-se de si,
Desesperou-se

E mais tarde,
Muito mais tarde
Soube que nunca soube
Aquilo que não houve
E chorou
Pelo que podia ter sido
E ficou assim
Desolada de si.

Tudo não mais foi
Que nada,
Coisa alguma.
Apenas houve medo,
Susto de poder ser...
Ansiedade de si.

E volta
Sem calor e sem amor
Só com frustação
De ter sido
O seu próprio não.


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