sexta-feira, 4 de março de 2016

Tudo permanece

A dor,
O incómodo,
A desolação
E toda a insatisfação...

O selo da criação
Dobrou-se,
Caiu e desfez-se.
Desagregou-se.

Perdeu-se numa imagem
Numa visão
Numa noite
Enevoada e sem lua...

Só resta a morte
O frio
O gelo
E o vazio.

Um buraco longo
Que se fixa
Até ao fundo
Sem luz.

Dos mortos nada fica.
Apenas memórias
Que o tempo apaga
E o coração sente.

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