segunda-feira, 28 de março de 2016

Lendo 142

"Os que se assemelham a nada
assemelham-se
a Deus"

Pde José Tolentino de Mendonça, in “A papoila e o monge”, Assírio e Alvim, Lisboa 2013, pág 51

Mais uma liberdade linguística. Eventualmente poesia, eventualmente figurada, eventualmente qualquer coisa.

O que é assemelhar-se a nada? O que é nada? Nada é ausência de tudo, nomeadamente de ser. Ora Deus é por excelência e é quem dá existência a tudo, nomeadamente às coisas e às pessoas mesmo as que se recusam a ser e se querem assemelhadas com a ausência.

Não sigo, definitivamente, esta liberdade linguística.

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