segunda-feira, 14 de março de 2016

Curta meditativa

Travou uma batalha à qual deu um tom que, não sendo o dela, foi o que fazia mais sentido. Fora informada que o inimigo havia dito, feito, vociferado e até instigado as maiores atrocidades. E achara-se uma Joana D'arc a guerrear o sangue impuro, os infiéis, quase o próprio demo.
Depois do calor desse sangue por terceiros aquecido, veio, aos poucos, à sua temperatura e ao seu modo de ser e pensar.

Quanto tempo havia perdido numa guerra tão estúpida quanto imbecil. E deduziu que, de facto, as guerras são todas estúpidas e imbecis, pois há, em todas, o dia seguinte. E no dia seguinte o sangue sabe a remorso.

Sem comentários: