sábado, 6 de fevereiro de 2016

Lendo 138

"Sou um evadido,
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi.

Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,
Do mesmo ser
Por que não se cansar?
(...)"

Fernando Pessoa

Este poema é, eventualmente, o poema que mais me acompanha. Faz mais de 30 anos que o li pela primeira vez, e, tal como nessa vez, toca-me profundamente.
A demanda de ser mais, de ser diferente, e, sobretudo, de se saber efectivamente porque é que se é como é tem que nos forçar sempre para sermos evadidos de nós mesmos. Ser crítico ao limite e aceitar, depois, esses limites.

Sem comentários: