segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Ser alvo de ódio

Sempre entendi que o homem é, acima de tudo AMOR. Pode, é certo, em alguns momentos e circunstâncias encontrar coisas para se incomodar com a vida e com alguns com quem partilha a vida. O mal, o erro, o incómodo, a desagradabilidade é temporária. Sempre assim o entendi e disso fiz fé de vida.
Lacerado verifico o meu erro. Há quem, para lá desta muito minha evidência moral, se refastela num banquete de maus sentimentos, bebe sequiosamente toda a inveja e extasia-se com os aromas da perfídia. Refaz, nomeadamente, o mundo para que tudo se case com esses seus sentimentos. E é sobre mim que todo este horror moral se abate.
Antes ser ignorado, ser ninguém, ser um nada, mas não ser um mero alvo a abater.
Não só não consigo entender, como não possuo ferramentas para integrar na minha realidade moral.
Podia dizer que com um vazio, mas não é um vazio, é um buraco. Algo me foi retirado. Passei a ser um amputado moral.

Ser alvo de ódio é um chão que não sei pisar.

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