quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Lendo 132

"O que se escreve sobre nós nunca é justo - ou é de um amigo ou de um inimigo."  António Ferro in Teoria da Indiferença, Dalraux Lisboa 1920, pág 75

A frase tem o encanto maniqueísta de não haver mais que duas possibilidades que claro que não acompanho, pois prefiro sempre os cinzentos que lhe permeiam. Neles descobrimos mil encantos ou outras tantas oportunidades de zarpar para outros caminhos. Mas é seguro que aqueles que menos nos amam acabam por ser os que melhor oiço. É que neles não só me vejo melhor, como também os vejo mais nítidos.
A razão da falta de ímpeto no afecto pode ser antes de um mal, erro ou engano meu, um desajuste de quem o faz, sobretudo se o faz para se refastelar na egoísta maldade.

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