quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A fundação de Portugal

Questão crucial defendida ao jantar de hoje. Tema: A fundação de Portugal.

A minha tese

O Conde D. Henrique vem de França conhecedor e, por ventura amigo e leitor, senão mesmo aluno de São Bernardo, fundador da Ordem de Cluny. Não vem sozinho, pois são vários os nobres, e filhos segundos, que descem à península a fim de, com a ajuda da espada, espalhar as máximas da fé cristã. O que significa, portanto, que são portadores das "novas ordens" da religião e agem a mando do centro da inteligência religiosa, como que partilhando um acesso privilegiado com o divino.
E é com base nesta proximidade com o poder espiritual que permite que os povos que habitavam o entre douro e minho largassem a ligação senhorial que tinham com a dinastia fundada em Vimara Peres e nas mãos de um filho de Mumadona Dias.
A transferência de um poder conhecido e de certo modo instituído há mais de uma centena de anos tem que ter uma relação forte. Duas causas mais directas podem ser válidas:
- A grande inspiração do Conde Dom Henrique
- A vantagem que que Afonso VI, Imperador de Leão e Castela resolve atribuir à Sé de Braga de modo a que a sua filha bastarda, agora casada com um inspirado cavaleiro possa ser tida como a causa dessa elevação de Braga face à posição de Santiago de Compostela.
Uma coisa, no entanto, é absolutamente clara. A opção tem um fundo religioso.

A aceitação emocional de passar de a para b tem que ter tido um mais, um acrescento que de ordem religioso. Ao tempo era absolutamente certo que o poder vinha de Deus.

Enfim, reflexões à mesa sem acesso a bibliografia.

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