O tempo foi interrompido...
Se por mão de Deus
Ou por descuido humano,
A fenda irremediável abriu.
Pouco importa o porquê.
A fenda fez-se coisa,
Traço que engrossa
E mar que se agiganta.
E o tempo que passou
Nele ficou e lá se selou.
Será tema para pesquisa
Nos arquivos do amor,
a da dor.
E deste epicentro do tempo
Abre-se noutro modo de possibilidade,
Que seja o que for,
Será sempre diverso.
E nessa diferença
Há sempre momentos
Para recomeços
Ou singelos começos.
O tempo não pára
E num nada o amanhã terá já sido,
Nada é certo ou correcto,
Tudo é apenas caminho.
Sempre.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
curta
Se não fosses tão ignorante, o quanto podias ter aprendido da vida?
Se não fosses tão orgulhoso, quanto poderias retirar da vida?
Se te limitasses a ser, quanto terias da vida?
Se fosses tu, que rica seria a tua vida....
Se não fosses tão orgulhoso, quanto poderias retirar da vida?
Se te limitasses a ser, quanto terias da vida?
Se fosses tu, que rica seria a tua vida....
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Envergonhada
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Olhar o mar
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Já melhorou
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Mais aguarelas
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E de onde?
De que foges quando de mim foges?
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frases
sábado, 26 de dezembro de 2015
Frases
O tempo que passe por mim sem eu ter que passar por ele!
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
Explosivo
Todo o fim de semana não se fala de outra coisa: Um jovem de 29 anos morre inesperadamente num hospital. Um desastre, uma calamidade.
E, inesperadamente, um jornal abre as suas páginas com uma entrevista ao morto. Das várias questões colocadas, retemos estas:
- Quando é que percebeu que estava morto?
- Sabia que o Estado não tinha solução para a sua situação e mesmo assim arriscou. Acha que valeu a pena?
- O que é que espera que aconteça?
- Sendo a primeira vítima conhecida deste drama o que pensa fazer?
- Acha que teria sido diferente se fosse homossexual? Ou se tivesse sida? Ou se fosse toxico-dependente?
Nota: O objectivo é tão somente fazer notar a péssimo trabalho que a maioria dos jornalistas fazem.
E, inesperadamente, um jornal abre as suas páginas com uma entrevista ao morto. Das várias questões colocadas, retemos estas:
- Quando é que percebeu que estava morto?
- Sabia que o Estado não tinha solução para a sua situação e mesmo assim arriscou. Acha que valeu a pena?
- O que é que espera que aconteça?
- Sendo a primeira vítima conhecida deste drama o que pensa fazer?
- Acha que teria sido diferente se fosse homossexual? Ou se tivesse sida? Ou se fosse toxico-dependente?
Nota: O objectivo é tão somente fazer notar a péssimo trabalho que a maioria dos jornalistas fazem.
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Conversa
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
De volta ao Natal
Dizem que nasceu uma luz.
Luz de todas as luzes
E o Homem celebra-a hoje.
Crendo-se num tempo novo,
Diz-se nascer também
À luz dessa Luz,
Um homem a ser.
Porque é que todos os anos
Se insiste em nascer assim?
Melhor fora que não nascessem
Assim fariam para nascer.
Luz de todas as luzes
E o Homem celebra-a hoje.
Crendo-se num tempo novo,
Diz-se nascer também
À luz dessa Luz,
Um homem a ser.
Porque é que todos os anos
Se insiste em nascer assim?
Melhor fora que não nascessem
Assim fariam para nascer.
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Trabalhos em progresso 012
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Trabalhos em progresso 011
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Trabalhos em progresso 010
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Trabalhos em progresso 009
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Ser Solar
De hoje em diante só tenho motivos para me alegrar. Sei que o frio vai apertar, o pingo no nariz vai-se instalar e, talvez, uma gripe ou algo similar irá aparecer, mas, um grande MAS, os dias vão começar a crescer. E, como sou solar, sou primavera, sou luz, sou côr, estou a começar a nascer aos poucos.
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Lembrando o Natal
Por um passo
E fica ali, ao fundo, entre parada e com vontade de dar um passo em frente. Sente-se assustada, tem medo. Não só do passo, mas, e também do que possa sentir depois desse passo. Quer estar mas tem receio de querer estar.
Mais uma vez fica por partir e triste por ficar...
Mais uma vez fica por partir e triste por ficar...
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
frases
Entre a realidade e a minha realidade há espaços e momentos coincidentes.
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aforismo
sábado, 19 de dezembro de 2015
Trabalhos manuais em progresso 008
Trabalhos manuais em progresso 007
Trabalhos manuais em progresso 006
Trabalhos manuais em progresso 005
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Amanhecer em Dezembro
Cuidei que nascia nesse rosado
Como se fora de novo a vida
Luz de calor e afecto
Espaço todo aberto.
Nada de fora ficava por não ser admissível.
Tempo onde tudo é capaz,
Fragmentos da plena capacidade...
É a aurora, a manhã
E todas as promessas possíveis.
Estendendo o braço e a mão
Tento agarrar essas nuvens,
Esses mares de futurizar,
Quero realizar-me neles!
Quero ser-me e chegar a ser
Luz que ilumine
E a mim também.
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poema
Caminhos
Quando o caminho é longo e cheio de adversidades com o decorrer do mesmo vamos perdendo a capacidade de o sorrir ao mesmo tempo que ganhamos uma raiva de o ultrapassar.
Tudo só tem sentido depois de feito.
Tudo só tem sentido depois de feito.
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meditação
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
A ball
If I give you my wine
And you your soul
We could have a ball!
And you your soul
We could have a ball!
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ui....
Se tu tivesse aqui
E eu também....
Ui que regabofe.....
Prometes?
E eu também....
Ui que regabofe.....
Prometes?
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Enseada
Senti-me apanhado
Por aquele vento quente
E, de guardas em baixo,
Fixo-me em poente.
Será ancoradouro
De amena enseada,
Ou porto de chegada
De mares ultrapassados?
Seja o que o destino fizer
É tempo de meditação
Daquilo que se testou
E onde se poderá serenar.
Amanhã é sempre ambição
Que cresce com o passado,
Experiência que amplia
O horizonte a futurizar.
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Do caos à ordem e novamente ao caos
A dimensão do ser humano é sempre uma novidade.
Quando em determinado momento tudo leva a crer que as coisas têm sentido numa determinada direcção, pois que a lógica é afastar-mo-nos do caos, da desorganização, da destruição e, também, das cargas negativas, eis que, e surpreendentemente, acontece uma nova reviravolta e, sem razão aparente, o caos e a desorganização reinstala-se.
Será a dimensão cíclica da vida? Ou a necessidade de haver algo pelo qual se reclame, se chore, se maldiga a vida?
Pode haver a necessidade de ter um mal, um buraco negro que pode gerar um enorme saco de culpas ao qual se volta e retorna.
Quando em determinado momento tudo leva a crer que as coisas têm sentido numa determinada direcção, pois que a lógica é afastar-mo-nos do caos, da desorganização, da destruição e, também, das cargas negativas, eis que, e surpreendentemente, acontece uma nova reviravolta e, sem razão aparente, o caos e a desorganização reinstala-se.
Será a dimensão cíclica da vida? Ou a necessidade de haver algo pelo qual se reclame, se chore, se maldiga a vida?
Pode haver a necessidade de ter um mal, um buraco negro que pode gerar um enorme saco de culpas ao qual se volta e retorna.
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domingo, 13 de dezembro de 2015
Trabalhos manuais em progresso 004
Trabalhos manuais em progresso 003
Trabalhos manuais em progresso 002
Uma experiência para lembrar as folhas de Outono e as suas cores desde o encarnado ao amarelo e ao castanho.
Trabalhos manuais em progresso 001
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Epifania do amor
Podemos entrar numa sala cheia de gente. E acontece uma epifania do amor que nos orienta, nos move e nos acorda em direcção a um grupo cada vez mais restrito, podendo chegar a uma unidade. É um acto voluntário ou é a mão de Deus que nos guia?
Somos nós que escolhemos ou somos escolhidos por uma escolha prévia, muito maior?
Onde reside a nossa acção, ou é mera aceitação?
Somos nós que escolhemos ou somos escolhidos por uma escolha prévia, muito maior?
Onde reside a nossa acção, ou é mera aceitação?
Mais um para começar o dia
Ter de reduzir conclusões a palavras... Quantas menos, melhor, sejam as conclusões, sejam as palavras.
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Just like you
You shooted me down.
Closed all doors.
Sayed no!
For ever and ever NO!
Let me up alone,
somewhere,
Out there
Just anywahere.
And no road ahead,
Not ever around
Plain nothing
No directions at all.
After time,
A few or too much,
It become again,
Stronger then before
God only knows
What we shall be able to travel
And if we shall do it toghether.
God only knows,
Just like you.
Closed all doors.
Sayed no!
For ever and ever NO!
Let me up alone,
somewhere,
Out there
Just anywahere.
And no road ahead,
Not ever around
Plain nothing
No directions at all.
After time,
A few or too much,
It become again,
Stronger then before
God only knows
What we shall be able to travel
And if we shall do it toghether.
God only knows,
Just like you.
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poetry
First
And what I would do
If you wanted to do it whit me?
I probably closed my eyes
And ask my why?.....
Not for your sin
Not for your sorrow,
Only, God, only,
Why did yoy choose me...
If you wanted to do it whit me?
I probably closed my eyes
And ask my why?.....
Not for your sin
Not for your sorrow,
Only, God, only,
Why did yoy choose me...
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poetry
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Um história de amor?
Em tempos do Liceu foram o casal impossível. Ambos sabiam que havia uma química entre eles, assim como havia um efeito explosivo. Diriam que tinham tudo o que havia para ter para serem o casal do Liceu, mas tinham, também todas as incapacidades de se aceitarem.
E amavam-se? Claro que sim. O fogo desse amor era tão forte que inevitavelmente os destruía, impossibilitando-o.
E ciúmes? Mais que muitos. Tantos quanto o orgulho de cada um em se dobrar.
E amavam-se? Claro que sim. O fogo desse amor era tão forte que inevitavelmente os destruía, impossibilitando-o.
E ciúmes? Mais que muitos. Tantos quanto o orgulho de cada um em se dobrar.
A vida encarrega-se de separar o que não foi feito para estar junto. E assim aconteceu. Toda a energia, a inevitabilidade, a certeza do que havia sido escrito nos céus ou nas estrelas passara com o maior remédio que alguma vez fora inventado, o tempo. E cada um fez a sua vida como era suposto acontecer. E sim, é claro que em cada um deles havia uma luz que nunca se apagara.
E eis que um dia, mais de 25 anos depois, se reencontram... Que dizer?
- Maria?
- João! Não acredito!
- Estás tal como sempre!
- Também tu!
E depois destes detalhes da praxe veio a conversa do tempo em que se fizeram homem e mulher, pessoas adultas e com carreira profissional. À parte das expectativas de um e de outro, acabaram por ser aquilo que, e à distância, seria normal que fossem. É fácil confirmar o presente e encontrar no passado as razões de ser aquilo que acabariam por ser.
Que fazer com aquela luz do passado agora? Um incerteza permanente, uma idílica possibilidade, um sonho de paraíso ou a certeza que alguma coisa não havia ficado no passado mas que acompanhava-os. E essa luz naturalmente cresceu e de intermitente, foi-se fazendo cada vez mais presente.
Aos quarenta tudo ganha uma forma mais arredondada, com menos atritos e com mais vontade de ser, sobretudo se vem sendo carregado à tanto tempo. O porque não ganha largamente às inseguranças da idade da adolescência.
E, num ápice que nem precisa de ser explicado, anunciado ou descrito, acabam por se encontrar num dia seguinte apenas com um lençol por cima e com a roupa que o criador lhes vestiu. E assim deu espaço às conversas que apenas se fazem assim. Como é que viemos aqui parar e porque é que só agora é que isto aconteceu. E repetem-se as acusações em tom de mel, as faltas que eram suposto serem motivos fortíssimos e tudo, afinal, nada era mais que uma imensa vontade um do outro.
Poderíamos ficar por aqui e era uma história de um antigo amor, como tantos outros que se verifica na idade em que a sabedoria começa a sobrepor-se aos ímpetos... mas o caminho, afinal, foi diferente.
Passada a lua de mel, aquela que não tem tempo e nem se dá por ele, e aos poucos, todos os motivos confessados e inconfessados se sobrepuseram à circunstância do momento e hoje como no inicio dos tempos para chegarem a perceber que são o que nunca poderá ser mas que insiste em ser. E sê-lo-ão assim para sempre.
Uma luz que nunca se apagará, um amor vencido mas nunca convencido e portanto invencível.
E eis que um dia, mais de 25 anos depois, se reencontram... Que dizer?
- Maria?
- João! Não acredito!
- Estás tal como sempre!
- Também tu!
E depois destes detalhes da praxe veio a conversa do tempo em que se fizeram homem e mulher, pessoas adultas e com carreira profissional. À parte das expectativas de um e de outro, acabaram por ser aquilo que, e à distância, seria normal que fossem. É fácil confirmar o presente e encontrar no passado as razões de ser aquilo que acabariam por ser.
Que fazer com aquela luz do passado agora? Um incerteza permanente, uma idílica possibilidade, um sonho de paraíso ou a certeza que alguma coisa não havia ficado no passado mas que acompanhava-os. E essa luz naturalmente cresceu e de intermitente, foi-se fazendo cada vez mais presente.
Aos quarenta tudo ganha uma forma mais arredondada, com menos atritos e com mais vontade de ser, sobretudo se vem sendo carregado à tanto tempo. O porque não ganha largamente às inseguranças da idade da adolescência.
E, num ápice que nem precisa de ser explicado, anunciado ou descrito, acabam por se encontrar num dia seguinte apenas com um lençol por cima e com a roupa que o criador lhes vestiu. E assim deu espaço às conversas que apenas se fazem assim. Como é que viemos aqui parar e porque é que só agora é que isto aconteceu. E repetem-se as acusações em tom de mel, as faltas que eram suposto serem motivos fortíssimos e tudo, afinal, nada era mais que uma imensa vontade um do outro.
Poderíamos ficar por aqui e era uma história de um antigo amor, como tantos outros que se verifica na idade em que a sabedoria começa a sobrepor-se aos ímpetos... mas o caminho, afinal, foi diferente.
Passada a lua de mel, aquela que não tem tempo e nem se dá por ele, e aos poucos, todos os motivos confessados e inconfessados se sobrepuseram à circunstância do momento e hoje como no inicio dos tempos para chegarem a perceber que são o que nunca poderá ser mas que insiste em ser. E sê-lo-ão assim para sempre.
Uma luz que nunca se apagará, um amor vencido mas nunca convencido e portanto invencível.
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O caos em organização
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Não temo o futuro
Não temo o futuro
Antes a mim,
Aquilo que ouso
E por o que creio.
Uma vontade que m'agarra,
E as garras de fazerser
Tudo aquilo que creio,
Penso e entendo.
Uma certeza de ser
Aquilo que sendo,
É a confirmação
Que sou um ser criado.
Esse amanhã já foi,
Porque o é sempre.
Teme aquele que se agiganta
Pensando ser da razão
Essa pequena justificação
Que tudo assim lhe cabe
Como fosse a palma da mão,
Parte da parte e em parte.
Não temo o futuro
Como nada temi do passado.
Donde vim e para onde vou
Só sabe quem aqui me deixou.
Antes a mim,
Aquilo que ouso
E por o que creio.
Uma vontade que m'agarra,
E as garras de fazerser
Tudo aquilo que creio,
Penso e entendo.
Uma certeza de ser
Aquilo que sendo,
É a confirmação
Que sou um ser criado.
Esse amanhã já foi,
Porque o é sempre.
Teme aquele que se agiganta
Pensando ser da razão
Essa pequena justificação
Que tudo assim lhe cabe
Como fosse a palma da mão,
Parte da parte e em parte.
Não temo o futuro
Como nada temi do passado.
Donde vim e para onde vou
Só sabe quem aqui me deixou.
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Aconteceu alguma coisa!
Qualquer coisa aconteceu...
Não sei o quê e, não sabendo o quê, não poderia, por isso mesmo, saber porquê. Mas que algo aconteceu, disso não restam dúvidas!
Estava à espera, já nem sei de quê, aguardava algo. Estava, portanto, naquele tempo alheado em que nada mais fazemos que vaguear perdidos na imensidão do nosso mundo interior quando algo suscita a minha atenção e me trás de volta ao estado alerta e consciente.
Aconteceu alguma coisa!
Não sei o quê e, não sabendo o quê, não poderia, por isso mesmo, saber porquê. Mas que algo aconteceu, disso não restam dúvidas!
Estava à espera, já nem sei de quê, aguardava algo. Estava, portanto, naquele tempo alheado em que nada mais fazemos que vaguear perdidos na imensidão do nosso mundo interior quando algo suscita a minha atenção e me trás de volta ao estado alerta e consciente.
Aconteceu alguma coisa!
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terça-feira, 8 de dezembro de 2015
8 de Dezembro
Em 1640 de Vila Viçosa voltou com a Nação
A 1 de Fevereiro de 1908 pela Nação
Veio de Vila Viçosa para perder a vida...
Que terra pode haver que nos traga de volta
A Nação?
Salvé
Nossa Senhora da Imaculada Conceição
Nossa Rainha coroada
E padroeira da minha Nação
Olhai por estes teus súbditos
Dá-lhes força e orientação
Para que com a tua bênção
Reencontrem de vez a Nação.
A 1 de Fevereiro de 1908 pela Nação
Veio de Vila Viçosa para perder a vida...
Que terra pode haver que nos traga de volta
A Nação?
Salvé
Nossa Senhora da Imaculada Conceição
Nossa Rainha coroada
E padroeira da minha Nação
Olhai por estes teus súbditos
Dá-lhes força e orientação
Para que com a tua bênção
Reencontrem de vez a Nação.
Trabalho em andamento
Aforismo
Os pequenos erros do mundo dos outros são infinitamente menores que os do meu.
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aforismo
Nos limites do eu
Havia uma mulher que tinha o singular sinal de carácter a fuga do seu mundo incorporando-se em histórias imensas.
Vivia a fatalidade de ser submundo, a vulgaridade, uma figurante menor. Assistia diariamente às novelas, mas desconversava sobre o tema. Passeava no centro comercial, mas afirmava o seu desconforto sobre tais espaços e que apenas os frequentava por obrigação. Não suportava a leitura, mas fazia-se conhecedora, ainda que em geral, do mundo das letras. Não visitava qualquer museu, ou exposição, mas abanava a cabeça e franzia as sobrancelhas em qualquer conversa sobre esses temas.
O seu mundo era, e ela bem o sabia, uma inversão completa. Em casa poderia andar de chinelos, rolos e roupão, mas juraria a pés juntos que vestia sempre a mais fogosa novidade da moda em toda e qualquer situação.
A par dessa desconformidade que acompanhava de modo ora mais veemente ora naquele aceno ligeiro e sorriso de metade da boca, crescia-lhe um outro mundo paralelo onde tudo acontecia onde ela desejava e como ela inventava.
Era como um relógio que, dentro do mesmo mecanismo, admite a habilidade de os ponteiros andarem em ambas as direcções e a velocidades distintas. Para um pequeno conhecedor do funcionamento das rodas dentadas percebe-se que é possível, pois num engate de uma roda na outra a rotação muda de direcção. Acontece, todavia, que nesses casos se processa esse efeitos para aumentar ou diminuir a velocidade, e daí ajustar a medida do tempo, no caso presente acontecia por mera disfunção.
Imagine-se, por mera metáfora, que uma ideia, sugestão ou vontade nasce num determinado movimento da sua vida efectiva e, num safanão, roda a direcção e entra na zona desconhecida, sem norte, sem pontos de referência e onde tudo é possível. Passará nesses momentos a haver um coxo a acompanhar os tempos olímpicos na corrida de 400 metros com obstáculos e outros efeitos absolutamente desligados do quotidiano.
A esta circunstância, que poderia ser tipificada no meio científico como megalomania, senão mesmo mito-mania, ao ser progressivamente maior e mais evidente, abre fossos nas relações com o mundo. A normalidade deixa de a pedra de toca e passa a coexistir cada vez com o extraordinário.
É uma penosa infelicidade que deteriorará progressivamente esta mulher. E a raiz dessa desconformidade reside na sua capacidade extraordinária de perceber o mundo e como ela se organiza mas ser incapaz, seja por vontade pessoal ou por habilidade congénita de o fazer. Cheira-lhe que as coisas são assim, tem aquela impressão que pode ser deste modo e reconhece a matriz axiológica mais pura da sociedade do saber. O desabar do mundo, sabe-o bem, é uma consequência da organização do seu mundo. Tem a noção, mas talvez não a consciência que caminha para uma senilidade por desajustamento.
E enquanto o tempo correr, haverá sempre quem, por erro de amor ou mero interesse funcional, que acompanhe e se faça desentendido desta deformação.
Os pequenos erros do mundo dos outros são infinitamente menores que os do meu.
Vivia a fatalidade de ser submundo, a vulgaridade, uma figurante menor. Assistia diariamente às novelas, mas desconversava sobre o tema. Passeava no centro comercial, mas afirmava o seu desconforto sobre tais espaços e que apenas os frequentava por obrigação. Não suportava a leitura, mas fazia-se conhecedora, ainda que em geral, do mundo das letras. Não visitava qualquer museu, ou exposição, mas abanava a cabeça e franzia as sobrancelhas em qualquer conversa sobre esses temas.
O seu mundo era, e ela bem o sabia, uma inversão completa. Em casa poderia andar de chinelos, rolos e roupão, mas juraria a pés juntos que vestia sempre a mais fogosa novidade da moda em toda e qualquer situação.
A par dessa desconformidade que acompanhava de modo ora mais veemente ora naquele aceno ligeiro e sorriso de metade da boca, crescia-lhe um outro mundo paralelo onde tudo acontecia onde ela desejava e como ela inventava.
Era como um relógio que, dentro do mesmo mecanismo, admite a habilidade de os ponteiros andarem em ambas as direcções e a velocidades distintas. Para um pequeno conhecedor do funcionamento das rodas dentadas percebe-se que é possível, pois num engate de uma roda na outra a rotação muda de direcção. Acontece, todavia, que nesses casos se processa esse efeitos para aumentar ou diminuir a velocidade, e daí ajustar a medida do tempo, no caso presente acontecia por mera disfunção.
Imagine-se, por mera metáfora, que uma ideia, sugestão ou vontade nasce num determinado movimento da sua vida efectiva e, num safanão, roda a direcção e entra na zona desconhecida, sem norte, sem pontos de referência e onde tudo é possível. Passará nesses momentos a haver um coxo a acompanhar os tempos olímpicos na corrida de 400 metros com obstáculos e outros efeitos absolutamente desligados do quotidiano.
A esta circunstância, que poderia ser tipificada no meio científico como megalomania, senão mesmo mito-mania, ao ser progressivamente maior e mais evidente, abre fossos nas relações com o mundo. A normalidade deixa de a pedra de toca e passa a coexistir cada vez com o extraordinário.
É uma penosa infelicidade que deteriorará progressivamente esta mulher. E a raiz dessa desconformidade reside na sua capacidade extraordinária de perceber o mundo e como ela se organiza mas ser incapaz, seja por vontade pessoal ou por habilidade congénita de o fazer. Cheira-lhe que as coisas são assim, tem aquela impressão que pode ser deste modo e reconhece a matriz axiológica mais pura da sociedade do saber. O desabar do mundo, sabe-o bem, é uma consequência da organização do seu mundo. Tem a noção, mas talvez não a consciência que caminha para uma senilidade por desajustamento.
E enquanto o tempo correr, haverá sempre quem, por erro de amor ou mero interesse funcional, que acompanhe e se faça desentendido desta deformação.
Os pequenos erros do mundo dos outros são infinitamente menores que os do meu.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Do tempo.
O tempo é um engano que se arrasta até se esgotar.
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Sintra
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domingo, 6 de dezembro de 2015
Fico assim...
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