segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Carta da amor

Imagina, então, que te escrevo uma carta de amor, digo mais, escrevo-te, não uma carta de amor, mas a carta de amor.

Será que me escrevo? Que te escrevo? Ou tento escrever-mo-nos?

Uma carta de amor é, indubitavelmente, um acto individual onde o autor se multiplica para o leitor para que nele se atinja uma unidade. Mas essa será outra. Não a dele, mas a de um nós. E será precisamente quando aí tocar que a carta será uma carta de Amor.

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