segunda-feira, 27 de julho de 2015

O afecto e outras coisas que tal

“O afecto é grátis.” Todavia, assim como há quem o ofereça com generosidade, há, também quem o saiba receber com igual generosidade. A inversa é, também, uma verificação do outro lado da natureza humana. O que fica de permeio é tudo aquilo que não chega nem a carne nem a peixe.

1 comentário:

Albert Virella disse...

A nossa sociedade rege-se por regras novas, absurdas, mesmo anti-natura. O mostrar afecto directo está mal visto, pensa-se que é assédio sexual ou efeminado se partir de homens. Julga-se que a necessidade de afecto fica saciada com as ditas redes sociais, onde centenas de desconhecidos, movidos pela vontade de serem conhecidos, insistem em que os aceitemos como "amigos". E nem sequer são de Peniche, pois estes, pelo menos, se falham o fazem identificados e com requintes de velhacaria.

Pode acontecer que a degradação económica que nos está sendo servida aos bochechos, ao conseguir que muitos (nunca todos) tenham que se mostrar irmanados para tentar sobreviver, implique um retorno ao afecto "animal", desinteressado (até certo ponto) no qual até a partilha do calor humano é bem recebida.

E não me alongo mais, esforçando-me para restringir o meu discurso.

Um abraço