sábado, 29 de novembro de 2014

Uma caricatura


Um dos imensos "eus" que partilho nos meus amigos.

Comoção fácil

Imensas lágrimas que deslizam
Sem a isso serem chamadas.
É um imenso rio que jorra,
Sem princípio nem fim,
Nem sei porque assim é...
E é um mar imenso
Que habita dentro de mim,
Ou um modo desastrado
De sentir dor de amor
Que não sendo o meu
Vivo-o como se fora
E depois jorra-se assim,
Desordenadamente.
Choro de mim na dor por outro.

E inspirador



Maravilhoso

E imenso



As cores de Lisboa





O poente no inverno de Lisboa é absolutamente sedutor

Preto e Branco e cores



O digital permite isto. Fazer a foto a cores e depois replicar o exercício a preto e branco. Prefiro o preto e branco. O objecto fotografado é também muito pouco cromático, pelo que a experiência não ganha a dimensão que podia.
Erros:
A foto ficou desequilibrada.
A lente torceu no lado direito.
Havia que fechar mais o enquadramento fazendo dos dois quadrados as cercaduras inferior e laterais.
Aumentar a velocidade em 2 pontos para tirar luminosidade à fotografia.

Preto e branco nocturnas 7



Já a dominar a máquina e a fazer exercícios nocturnos. Estava com o tempo um pouco contado, pelo que já não dava para perder tempo a experimentar velocidades. Media a luz e fazia a fotografia. Obviamente que tudo em manual.

Preto e branco nocturnas 6


Alterei o ISO para 400 e consegui fazer este boneco que me encheu de orgulho. Depois de a ver aqui, podia fazer melhor. E mesmo sem tripé, apenas concentrar mais o prédio, aumentar a distância focal de modo a endireitar a foto, retirar o chão e retirar a árvore do lado direito.

Preto e branco nocturnas 5


Ás voltas com a velocidade e tentar estar quieto com a mão.

Preto e branco nocturnas 4


Medindo a temperatura e escolhendo a velocidade versus a abertura do diafragma. ISO a 100 ainda

Preto e branco nocturnas 3


Ultima em automático.

Preto e branco nocturnas 2


Muita luz. Teste chumbado. Este automático chateia-me

Preto e branco nocturnas


Saindo de casa e fazer a primeira experiência

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Ambiciono o que temo

Ambiciono o que temo
E disso fujo como da morte.
Atrai-me esse abismo,
A possibilidade da queda
Nesse desconhecido sonhado,
A ilusão de uma imensidade
De se ser completamente
Como o desejo ambicionado.

E depois quedo-me parado
De um gozo gozado
Ter vivo dentro da ilusão
Da minha ambição confirmada.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Mais novidades vazias

Perdidos e achados do supermercado. Resultado ZERO
Perdidos e achados da Carris. Resultado ZERO.

Vamos reconstruir a realidade, tal como se o mundo fosse um nunca acabar de coisas boas e magníficas.
Alguém se apoderou do meu maravilhoso cadernito e, de tal modo encantado e maravilhado com o que lá encontrou que o guardou como se fosse um objecto de elevado valor ( seja lá ele que fosse!). Com esta ideia passo melhor a desolação de ter sido amputado de umas míseras 130 páginas de escritos, bocados de histórias, esboços de poemas, reflexões, meditações, desenhos e mais desenhos.
Dizem-me alguns que o pior é que parte deles não estão assinados! Sim, essa deve ser a parte pior.

Lembra um pouco aquela ideia de que só damos valor às coisas quando deixamos de as ter. E não! Não estou a falar de amor e da morte. Estou a falar dos pequenos nadas que, enquanto fazem parte da nossa vidinha lhes damos precisamente a importância de nada, mas que quando as perdemos, ou nos esquecemos em casa de alguém, ou dentro do carro de um amigo ou o que quer que seja, nos dá logo uma vontade imensa de ter ali à mão aquele nada que neste preciso momento é imenso.

Um lonnnnnnnnnngo suspiro.

Caderno

Muito do que aqui escrevo ou coloco, viveram primeiro nuns cadernos pretos que me acompanham. Compro-os no Continente, pois é o estabelecimento que os vende mais baratos e com maior qualidade. Estava já no caderno 17 e azar meu, deixei-o algures onde não me recordo...

Estou verdadeiramente desolado

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Deduções

Ser capaz de se emocionar facilmente pode ser, também, a capacidade de se amar duplamente. Ama-se o outro que comunica a sua dor de amor, e ama-se esse mesmo amor, provocando a comoção.

Depois desta dedução fiquei emocionalmente perturbado. Percebi finalmente porque me emociono com tamanha facilidade. Admiti sempre que era por fraqueza, mas hoje entendi que era, afinal, por amor.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Em trânsito

Ela vestia um blusão de cabedal e dizia sempre:
"É para me proteger contra as quedas da vida..."
E vivia no limite.

Quando tirou o blusão aconteceu um acidente que levou 9 meses a ser identificado...

domingo, 23 de novembro de 2014

Caí na vida

Caí na vida
Como vou cair na morte
Vale o tempo sem tempo
Ou o que contamos?

Já não posso amar mais

Já não posso amar mais
...
E mais não consegui dizer.

Amo tudo o que me inspira
Se não posso amar mais,
Morra derreado de amor.
Pois sedento dessa fonte
Morro pó de ti.

Perdi-me de mim

Perdi-me de mim...
Deixei-me ficar algures,
A meio do tempo.
Onde já nem me recordo...

Deixei de me futurar.
Preso na água que passou,
Nesse ruído conhecido.
Deixei de me ousar

E fui deixando-me ficar...
Sou quase um passado,
Nem sei se recordação
Perdi-me até desse hábito.


Há uma luz que me guia


Não sei se é um farol ou algo com valor intrínseco.

Em reuniões


Entro nos meus mares e parto

Onde andas


Ó musa de perfil bizarro

Janela inacabada


Não esperei o tempo suficiente

Inverno



As árvores perdem os seus pudores e exibem a sua nudez.

Na paragem


A caminho da banda desenhada.

Mais autocarro


Mais um passageiro

Erros


Os de perspectiva que se podem verificar no desenho. Os outros, morais e não só, eram ali resolvidos em açoites

Arreliado


Monstro de mim em cima de mim

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Desamaste

Desamaste!
Como se fora um engano,
Uma pueril ilusão
Ou um outro cosmos.

E o tempo abriu um fosso,
Atulhado de adjectivos.
Uma terra de ninguém
Demasiada assustadora.

E imolaste esse amor
Na pira da tua alma
Crendo num definitivo final
Desse dito engano fugaz.

E essa página por virar
Em vez de fim de capítulo
Insiste-se em enredo,
Mais um da tua vida.

E desse desamor
Crês nascer um ódio
Que tal como o amor,
É-te completamente arrebatador!

Odeias com amor,
Com vontade de fustigar
A ousadia de se manifestar
Esse sentir que te provoca dor.

E quando o tempo
For como onda na areia
Será dentro dela
Que encontrarás o teu sal.

Nesse tempo,
Quando a vida deixar de ser
Esse caminho que estreitas
A todos os amores voltarás.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Lendo 084

"Fora expulso do Paraíso.  Olhara para si mesmo e vira-se nu, repelente, maldito. (...) bebia para regressar ao éden perdido." João Gaspar Simões, in Amigos Sinceros, Guimarães Editores, Lisboa 1962, pág. 187

Será este o mistério do álcool?

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Lendo 083

"Na minha estúpida opinião não há felicidade nem infelicidade. Há pessoas mais ou menos dotadas para suportar a vida como ela é." João Gaspar Simões, in Amigos Sinceros, Guimarães Editores, Lisboa 1962, pág. 49

Bom, bom, bom... Uma primeira ideia. A vida, tal como ela é, é insuportável, pelo que há os que a conseguem suportar e os que não. Havendo, ainda, os que nela se sentem felizes!

Há qualquer coisa de bizarro

Do mundo

Passeio neste espaço, sobretudo social, e ainda me espanto.
Uma sombra longa apodera-se das almas e refreia o mundo,
Da sua espontaneidade e, sobretudo, liberdade.
Ficam peixes fora de água para estarem em aquários
Onde nadam nas suas lágrimas, desolados e sem amanhã.
Vivem dependentes de uma ração em pó despejada.
E rodam tristemente sempre na mesma água.

Porque tiraram o imenso mar das almas?

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O caminho

O caminho faz-se caminhando. Esta frase é um lugar comum e muitas vezes fechamos os ouvidos ao seu significado por apenas atendermos ao que já conhecemos. Hoje e sempre, no caminho da vida lá fui caminhando e aprendendo a caminhar.

Fico, todavia, com a noção que existe no mundo uma pequena parcela que insiste em caminhar. A grande maioria passeia vagamente. O que não sendo um erro, um mal ou qualquer outro defeito, é apenas uma desilusão de oportunidades que se perdem. É que quantos mais caminharem, melhor todos caminhamos.

domingo, 2 de novembro de 2014

Boa de mais

Olhar para a arte como se fosse comida. Temos de tudo e cabem todos.
Adivinhem quem leva com a arte courato e McDonald's? Joana Vasconcelos, claro!

Lendo 082

"A obscuridade de uma passagem resulta de dois factores: a coisa lida e o ser que lê. Este raramente se culpa a si mesmo." Paul Valèry

Tenho especial gosto de ler estas frases que implicam o sujeito. São motores de reflexão que deviam estar sempre presentes.