segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

De volta à genealogia

Um final de tarde, mas muito final mesmo, na Torre do Tombo a consultar duas justificações de Nobreza e respectivas armas. Passaram mais de 10 anos que não entrava na sala de leitura. O silêncio e a devoção de quem se embrenha neste documentos únicos.

Satisfeito. Sobretudo por não me ter surpreendido com o resultado da procura. As armas eram as que sempre tomei por certas nos casos em estudo.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

desenvolvimento

Há tempos que já começam a ser de algum modo remotos, havia debates entre a filosofia portuguesa ou em Portugal. Ou seja se havia um elo identitário que se insistia quase em exclusivo em alguns pensadores portugueses ou se afinal não tudo discurso filosófico que acontecia nestas terras. Hoje, com tanta temática fracturante, com tantas inovações, com tantas reformas estruturais, todos os temas nacionais tiveram o absoluto conseguimento de desaparecer.

A isto chama-se, dizem, desenvolvimento.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

inexplivável

Acabo de perceber que amores podem rimar com dores. Ainda assim acho que prefiro sabores ou mesmo flores.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Quem segura a mão

Pela mão levei-a ao altar e de mãos dadas recebi os meus filhos que tantas vezes estivemos de mãos dadas por tantos caminhos da vida.
Nessas estradas também dou a mão a quem dela precisa.
A mão que segue à minha frente também já recebeu o mesmo afecto, carinho e amor.

Ir dando a mão.

Uma síntese brilhante

Ao ouvir estas música vezes sem conta e repetidamente fico completamente preso ao refrão:

"Eu não sei parar de te olhar"





O amor é uma contemplação sem tempo. A união que se funde e abarca todo o tempo, toda a distância e onde o Homem se realiza plenamente. E aí "não sei parar de te olhar..." O amor já não tem corpo, nem cara, nem face, olha-se de olhos fechados e vê-se tudo.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

A diferença crucial

O que é a realidade? Não me refiro às coisas, pois que delas se ocupam milhares de saberes que vão da sua composição à forma, ao desgaste, à implusão e até à putrefacção. Refiro-me a aquilo que nos é mais crucial enquanto seres pensantes, o que é a realidade enquanto verdade.
Em diversos momentos encontramos uma situação em que a dita verdade, essa realidade, vai diferir do assistente, da sua motivação, dos seus interesses, das suas opções, da sua moral, mas raríssimas vezes da sua imparcialidade.

Nunca se pára o suficiente para aferir da nossa participação nesse real. E quando paramos, ou tentamos parar a realidade, essa dimensão cósmica do mundo fica gelatinosa e de mil modos que se torna imensamente difícil ter uma certeza da coisa.