Estendia a mão para além do corpo. Ficava quase suspensa no ar. Tão longe daquela massa corporal que se erguia. A mão ficava no ar. Flutuando. Suspensa.
E pedia. Pedia sem saber o quê, nem já sequer porquê... O vício de estar de mão estendida, de viver de mão estendida.
E é uma mão que apenas pede o que jamais se alcança na sua alma.
Afecto.
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