À beira de um por do sol,
Como quem se esgueira,
Não do sol nem da terra que cresce,
Mas do tempo que se esvai...
Escorre, insistentemente,
Foge para amanhã
Sempre mais à frente
Não pára sequer para conversar.
E o sol põe-se
Ali, ao fundo,
Longe,
Intocável.
O relógio bate as horas.
Perdidas.
Gastas.
Desperdiçadas
E a luz queixa-se...
Desaparece,
Apaga-se.
Tudo desce ao escuro
Tomara que agora passasse,
Esse tempo sem luz,
Ainda mais depressa
Quase veloz
Completar a volta,
Uma cambalhota
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