E caiu-me um tremendo peso!
Sobre os olhos!
Uma força titanica empurra
Invencivelmente as pálpebras para baixo.
Sobe aos olhos um confortante calor,
Cuja origem é o interior do olho,
O centro das cores e das formas.
E até do horizonte.
Já não é um pedido,
Mas uma ordem irrecusável de encostar a cabeça,
Onde quer que ela se sustenha, depois ir...
Deixar-se ir simplesmente.
E o que se entende como destino
É o grande lago da paz.
Onde dançam todos os ventos do coração da terra
E instam a todas as almas
Que deixem que o vazio se instale
E permaneçam-se em estado contemplativo.
Depois, no pôr do sol de aparente eternidade,
Ficar até se voltar a inquietar.
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