"O Bruce que eu era, e o Bruce em que me tornei enquanto vou escrevendo estas notas, um pouco todos os dias." Lawrence Durell in Monsieur ou o Princípe das Trevas.
Poderia dizer que somos sempre uma pessoa em mutação e aprendizagem, pelo que somos sempre outro quando o tempo passa, e, ao escrever isto anulava o efeito que depreendi nesta frase. Quero enfatizar que nós somos sempre àvidos de novidades e de conhecimentos e com eles incorporamos conhecimentos que nos acrescentam. Não é tema moral, pelo menos por enquanto.
Feita esta primeira paragem, o que mais se releva é que a escrita é um acto individual, pelo que o que neste caso se acrescenta não depende do exterior mas vem de dentro e das reflexões que se fazem quando vamos fixando as nossas impressões através da escrita.
Podería dizer, em brincadeira naturalmente, que é um momento em que o homem se basta a si mesmo. E, até nisto se produz uma falta de verdade, pois que ao fixar as suas impressões a expectativa é que seja lido. E ao ser lido, ser conhecido, compreendido e, eventualmente, comentado.
Lawrence Durell nos seus pequenos nadas que me levam longe. Depois do quarteto de Alexandria, entro no quinteto de Avignon.
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