"Ninguém gosta de ser homosexual, assim como ninguém gosta de ser negro ou judeu." Lawrence Durell in Monsieur ou Princípe das Trevas, 1974
Uma boa polémica é sempre uma porta aberta para o pensamento. Nada como uma frase controversa para que os enredos da nossa mente se excitem e desatem a produzir postulados sobre o tema.
Escrevi a data para se perceber que já muita água havia passado sobre ao fim da segunda guerra, pelo que os judeus já se tinham transformado, novamente, em mais um povo.
O que leio desta frase é a certificação que vivemos num mundo caucasiano e cristão. Esta é a base da nossa moral, da nossa organização ética. Assim a homosexxualidade, os negros, os judeus, bem como os indianos e os povos do norte de áfrica que vivam inseridos nos meios culturais do chamado ocidente, sabem que não aquilo que se denomina a "normalidade". Não é uma sentença, não é uma crítica, é uma verificação.
Tendo em conta que nos somos "nós e a nossa circunstância" como dizia Ortega y Gasset, não consegue o homem infuir ou dominar as suas circusntâncias, mas vivê-las, e quanto muito assumir o seu eu como diverso. As alterações legislativas não alteram as circunstâncias, antes abrem janelas de oportunidade para que alguns eus ajam e por isso alterem alguns dos seus paradigmas. A alteração desses paradigmas, sobretudo na sua vida, não é a alteração do paradigma da sociedade, ou da cultura. Essa vivem animicamente dentro de cada indivíduo que a constitui. Serenamente.
Poderia ir mais longe, e juntar aqui o conceito de liberdade, mas fica para outra oportunidade.
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