quarta-feira, 15 de maio de 2013

Lendo 014

"Ninguém gosta de ser homosexual, assim como ninguém gosta de ser negro ou judeu." Lawrence Durell in Monsieur ou Princípe das Trevas, 1974

Uma boa polémica é sempre uma porta aberta para o pensamento. Nada como uma frase controversa para que os enredos da nossa mente se excitem e desatem a produzir postulados sobre o tema.
Escrevi a data para se perceber que já muita água havia passado sobre ao fim da segunda guerra, pelo que os judeus já se tinham transformado, novamente, em mais um povo.

O que leio desta frase é a certificação que vivemos num mundo caucasiano e cristão. Esta é a base da nossa moral, da nossa organização ética. Assim a homosexxualidade, os negros, os judeus, bem como os indianos e os povos do norte de áfrica que vivam inseridos nos meios culturais do chamado ocidente, sabem que não aquilo que se denomina a "normalidade". Não é uma sentença, não é uma crítica, é uma verificação.
Tendo em conta que nos somos "nós e a nossa circunstância" como dizia Ortega y Gasset, não consegue o homem infuir ou dominar as suas circusntâncias, mas vivê-las, e quanto muito assumir o seu eu como diverso. As alterações legislativas não alteram as circunstâncias, antes abrem janelas de oportunidade para que alguns eus ajam e por isso alterem alguns dos seus paradigmas. A alteração desses paradigmas, sobretudo na sua vida, não é a alteração do paradigma da sociedade, ou da cultura. Essa vivem animicamente dentro de cada indivíduo que a constitui. Serenamente.

Poderia ir mais longe, e juntar aqui o conceito de liberdade, mas fica para outra oportunidade.

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