terça-feira, 16 de abril de 2013

Lendo 11

"No passado não possuía esta autoridade sobre a beleza." Lawrence Durell in Clea

Ter autoridade sobre a beleza, ou seja em vez de ser dominado por ela, ser escravo e, de certo modo vendido a um determinado padrão estético, passar a dominar esse mesmo padrão, senão mesmo escolher as linhas mestras desse padrão. Assim adquiro a autoridade sobre a beleza, porque é a beleza que eu escolho, que eu gosto e que que quero.
Por outro lado a autoridade sobre a beleza funciona também na segurança que adquirimos sobre nós próprios, na justa medida em adquirimos o pleno conhecimento, ou pelo menos mais profundo do nosso eu e do mundo que nos cerca e, por isso, é mais fácil encontrar a nossa solução para o darão eleito por quem nos cerca. E, ainda mais, cercamos-nos de quem escolhe esse padrão. O que, também pode significar opções estéticas menos virtuosas mas mais confortáveis à vida nessa comunidade.

De fora disso fica outra coisa, a Beleza e a Arte. Dons de Deus que se contemplam à boa maneira de Platão. Poderemos, se acontecer, sentir e tentar lá chegar.

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